ARTIGOS DO TEJON


Carne Fraca ou a fraqueza da carne? E o marketing agora?



Explico: a operação Carne Fraca pegou corruptos, chantagistas, ilegais se aproveitando dos criminosos atuando sob o manto da lei. O fiscal agropecuário federal Daniel Gouvea delatou e entregou o outro Daniel, o Gonçalves, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná… E aí a avalanche rolou… Dois anos de investigação. Quer dizer, não é a Carne Fraca e sim o que determinou isso tudo foi a fraqueza da carne… da carne humana. Falta de moral, caráter, valores etc.

Uma maioria limpa paga por uma minoria suja. Nada novo, mas não adianta ser ético sozinho… Precisa ter a vigilância da vigilância. O abate ilegal, o leite ilegal, a ilegalidade não pode ser tolerada, nas atividades onde a sustentabilidade, as elevadas exigências e o compliance estão já presentes, como no caso do agro das carnes.

Como fazemos com o marketing da carne agora? Uma enorme chance para melhorar tudo. Primeiro, entender definitivamente que agribusiness não são apenas negócios agropecuários. É muito mais do que isso. Quer dizer gestão, liderança e coordenação de cada cadeia produtiva desde a semente, o bezerro, até a mente de quem consome. Um sistema inteiro. Qualquer falha no sistema, qualquer elo que se quebre, arrebenta a corrente inteira.

Então, está na hora de organizarmos uma orquestração de cada cadeia produtiva e de elegermos um porta-voz. E não termos centenas de entidades e associações, cada qual com sua bandeira econômica. Numa hora dessas, precisou o presidente Temer convocar todos para Brasília. Que este dia, este marco se perpetue. Um braço preparado e orquestrado das cadeias produtivas brasileiras.

E o marketing ? Administração das percepções humanas a partir da ética real e das entregas concretas. Maravilhoso desafio. Espetacular .

Os concorrentes já atiçados jogam pedras. Os predadores e detratores do agro se esbaldam de risos, e o bullying pulula por tudo que é mídia e rede social. As entidades e as grandes empresas enviam manifestos. Precisamos de um comitê de gestão da crise e um porta-voz… Um que fale em nome de toda a cadeia ética da carne brasileira.

É necessário agora uma articulação integrada de todos os fatos concretos e efetivos da segurança e da qualidade dos produtos brasileiros e da revelação e separação do bem e do mal. Precisamos de comunicação de elevado conteúdo, educadora e multimediática. Salvar a categoria, muito além de salvar marcas, e subsegmentos.

Portanto, precisamos da sociedade civil organizada brasileira atuando e se posicionando neste novo Brasil. Quer dizer, mais sociedade civil no governo, e menos governo na sociedade civil…

Uma chance de ouro para darmos um grande salto. Agrosuperação – criar valor a partir das nossas realidades, dentro das circunstancias dadas, e valor será o bem, o belo e o beneficio.

O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Somos realistas esperançosos, como disse Ariano Suassuna.

Presidente Temer, cria aí os braços obrigatórios de gestão das 10 maiores cadeias produtivas brasileiras…pelo menos.

E viva o Brasil.



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