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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Coordenador do Fórum Paulista do Agro contesta declarações de coordenadora do INPE associando incêndios a ação proposital de agricultores

Publicado em 20/09/2024

Divulgação
Edivaldo Del Grande, presidente da OCESP

O Fórum Paulista do Agronegócio reúne 45 entidades e enviou um ofício ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ao seu diretor Clezio Marcos de Nardin, discordando veementemente das declarações feitas pela coordenadora do instituto, Luciana Gatti, em entrevista à Globo News no último domingo (15) associando as queimadas nos canaviais a uma prática dos agricultores para baratear a colheita e que essa ação foi coordenada para desgastar o governo federal.

Ao coordenador do Fórum Paulista do Agro e também presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Edivaldo Del Grande, pedi que comentasse essa declaração especialmente aqui para o Agroconsciente.

“Importante falarmos sobre as declarações da coordenadora do INPE, a Luciana Gatti. Eu queria relembrar um pouco, lá atrás, da preocupação que todos tiveram quando chegou o corte de cana mecanizado com as pessoas. A grande preocupação, no início, era com a mão de obra que estaria sendo dispensada e com isso todo o trabalho de requalificação dessas pessoas para que elas pudessem ocupar outras posições e assim foi feito, tendo o menor impacto social possível. Mas para nós a vinda do corte de cana mecanizado foi um alento, uma coisa maravilhosa. Eu estou falando como agricultor que comecei a preservar aquela palhada que ficava que ajudava em várias coisas, uma delas é matéria orgânica que ao longo do tempo vai se decompondo e isso vai virando realmente algo muito bom. Se a gente pensar em fertilidade do solo também a palhada segura muito as ervas daninhas que brotam quando não tem a palhada e seguram, principalmente, a umidade do solo que faz a brotação da cana ser muito mais efetiva, ou seja, a cana vem com uma qualidade muito melhor. Para as usinas a cana crua foi muito importante para manter as qualidades físico e químicas da cana, o que permite você ter uma calda muito mais nobre para você fazer o açúcar, o álcool, enfim, dando um ganho muito grande para a usina. Então as declarações que a Luciana fez foram totalmente equivocadas, tendenciosas. Eu acho que ela está ocupando um cargo onde ela não deveria ter se posicionado dessa forma, evidentemente que é uma posição ideológica, o que nos faz entristecer. Ela é uma pessoa totalmente desqualificada para a posição que ela está ocupando em uma entidade tão importante como o INPE, que é uma entidade que a gente sempre teve grande orgulho de ter em nosso país. Agora ela não poderia estar ocupando essa posição e, principalmente, poderia estar dando declarações falsas, ou que ela não sabe ou que são tendenciosas. É uma pena que ela tenha dado essa entrevista e nós ficamos muito chateados realmente com esse posicionamento”.

Obrigado Edivaldo Del Grande, do Fórum Paulista do Agro e presidente da Ocesp. As generalizações são sempre uma forma equivocada de fundamentar um raciocínio, onde as causas das queimadas têm motivos diversos e como já comentamos aqui, precisamos mesmo é de fortes investimentos preventivos, para um problema que se repete todos os anos e neste foi agravado pela seca muito mais prolongada.

Fica aqui o nosso espaço também aberto para as explicações do INPE que tem sido uma instituição relevante e dado contribuições históricas e fundamentais para o país.

Que o bom diálogo reúna as entidades do Fórum Paulista do Agro com o INPE e que a informação verdadeira seja oferecida a sociedade brasileira.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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