CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - A China não quer só comida, agora também sustentabilidade e meio ambiente

Publicado em 26/05/2021

Divulgação
Diálogo Brasil China Agricultura Sustentável

“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”, assim cantam os Titãs na música “Comida” e a China agora além da comida quer meio ambiente. Participando do diálogo Brasil China Agricultura Sustentável a ministra Tereza Cristina disse ao Estadão, Caderno Economia (21) que a agenda da sustentabilidade da China irá alterar muita coisa no agronegócio do Brasil.

O ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Tang Renjian, disse “queremos injetar um novo ímpeto no Brasil para alcançar a agricultura sustentável e o Brasil foi o primeiro a ter essa parceria estabelecida com a China na condição de ser o maior parceiro no agro do país”. E a ministra ajudou. “Temos cerca de 90 milhões de hectares de pastos degradados em condição de agricultura, não precisamos desmatar nada para crescer”.

Enquanto isso, a Coalizão Brasil, clima, florestas e agricultura pesquisou com cerca de 60 líderes de diferentes organizações sobre se utilizam dados de desmatamento para tomada de decisões. A maior dificuldade mencionada na pesquisa foi obter informações sobre o ocupante da área, CPF/CNPJ das áreas com desmatamento já que o CAR, Cadastro Ambiental Rural disponibiliza essa informação apenas no estado do Mato Grosso e Pará sob consulta individual. 

Porém, conforme o Moneytimes, “Equipes como Abiec - exportadores de carne, empresas individuais e ONGs e centros acadêmicos de pesquisa perceberam que os pesquisados têm dificuldades no cruzamento de dados de desmatamento em relação a setores específicos como soja e pastagens, infraestrutura, silos, abatedouros, impacto da biodiversidade e água.

Teremos então que agir em velocidade. O mundo não quer só comida, diversão e arte. O mundo e a China, agora, querem sustentabilidade. E a ministra Tereza Cristina disse que vamos entregar. Mas isso não é só bom  para o estrangeiro, será o melhor dos mundos para nós, os brasileiros. Sustentabilidade e além do mais para os agricultores isso dá muito mais lucro e, para o país, o maior patrimônio além de tudo saudável.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Nos últimos três anos o valor do hectare das terras agrícolas multiplicou por três vezes. Para este ano, em função da queda dos preços das commodities, deverá ocorrer uma acomodação nos patamares atuais, inclusive do arrendamento. Anderson Galvão, diretor da Céleres Consultoria, analisa o fator terras agrícolas neste momento.
Em Brasília nesta semana teve a primeira reunião do Comitê de Comunicação do Plano de Conversão de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em ações sustentáveis. Isso significa potencial para dobrar o agro brasileiro com práticas totalmente sustentáveis numa integração de plantio de florestas com modelos de diversificação de cultivos.
Agronegócio é uma orquestra à espera de regente. Me lembro do amigo, meu herói, maestro João Carlos Martins. Considerado o maior intérprete de Bach do século XX. De pianista com mais de 60 anos se transformou em maestro. No agro temos muitos pianistas, flautistas, violinistas, pratistas, instrumentistas, mas precisamos regentes.
Pedi ao presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas do Brasil (ABIA), João Dornellas, o posicionamento desse setor que compra mais de 60% de tudo que a agropecuária brasileira produz, portanto é o cliente número 1 do agricultor brasileiro e que desde 2022 tornou o Brasil o maior exportador de alimentos industrializados do mundo em volume.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite