CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Na Afubra (RS), Marcelo Prado salienta gestão e planejamento estratégico. E manda recado para Faria Lima

Publicado em 02/06/2023

Divulgação Afubra
Marcelo Prado, fundador da M.Prado

Estou no Rio Grande do Sul, região de Santa Cruz do Sul, na Afubra, ao lado de um que é considerado um dos consultores expoentes de gestão de planejamento estragégico do agro brasileiro, o Marcelo Prado, fundador da M. Prado e estamos juntos acompanhando uma reunião de uma organização que envolve cerca de 90 mil famílias agrícolas bem sucedidas.

E o Marcelo Prado fez uma apresentação extraordinária sobre gestão de planejamento, fatores importantes para o agro brasileiro.

Pedi ao Marcelo Prado para dar dicas vitais e a visão dele para o crescimento do agro brasileiro, com planos e gestão.

“Tejon, o agronegócio brasileiro é um setor muito bem sucedido que passa agora por um momento de inflexão onde os preços das commodities estão em queda e isso vai exigir de todos os empresários da cadeia produtiva do agro mais eficiência no planejamento e em gestão. Então será necessária uma atenção bastante profunda com essas questões para que se possa preservar os níveis de rentabilidade do negócio e, com isso, os empresários do setor poderem continuar crescendo, avançando porque o Brasil tem uma responsabilidade muito grande, nos próximos anos, porque 141% da expansão que o agro tem prevista nos próximos 10 anos, o país terá a responsabilidade de fazer essa entrega. Temos oportunidades grandes, mas é necessária muita atenção no planejamento e na gestão para preservar a rentabilidade.”

Comentei com o Marcelo ainda sobre os pontos da pesquisa que ele tem feito e que mais preocupam os produtores. E ele me disse: “Eles estão preocupados com a questão de invasão de terras, a estabilidade econômica do país, a insegurança jurídica, os juros altos. Então esses são alguns pontos hoje de grande preocupação do empresário rural e é necessário que o país possa resolver essas questões para dar à nossa cadeia produtiva as condições favoráveis para que todo mundo possa continuar investindo, promovendo o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento, cada vez maior na pauta de exportação que o setor hoje representa cerca de 49% de tudo que o Brasil exporta. Então essas questões são fundamentais para o empresário ter serenidade e tranquilidade para investir.”

Por fim, pedi ao Marcelo uma dica para o pessoal da Faria Lima sobre os fundos. “O pessoal da Faria Lima precisa estar bastante atento ao setor, porque esse segmento é a área que o Brasil é mais competitivo a nível global e, com certeza, nós teremos grandes oportunidades para investimentos no público urbano no setor do agro”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

Também pode interessar

Ontem, em Brasília, a sede da Aprosoja foi apedrejada, invadida e grafitada com fora Bolsonaro, soja não enche o prato de comida, o agro mata. Um monte de besteiras, pois soja não tem nada a ver com fome, ao contrário, preços e carestia não estão conectados com soja, e soja é ovo, leite, indústria, empregos, traz consigo outras lavouras, traz renda em todo interior. Fora isso a violência, um ato criminoso estúpido invadindo e apedrejando.
A seca atrasou o plantio da soja, que resultou no atraso da safrinha do milho. E agora a geada recente forte no Paraná e São Paulo prejudicam ainda mais o milho, além da cana, café, e das pastagens, com prejuízos para a pecuária de corte e de leite.
Eu quero ouvir “Bom dia minha terra”, música linda da Roberta Miranda, que passa a ser o nosso hino agroconsciente. Zé Nêumanne, brilhante jornalista do Estadão, e sempre admirado por Ney Bittencourt de Araújo, criador do agronegócio no Brasil (in memorian), me disse: “essa música é linda, “Bom dia minha terra”, composição da paraibana Roberta Miranda.
O Instituto Millenium, uma entidade sem fins lucrativos e vínculos político-partidários, fez uma análise do setor do agronegócio e revelou que o setor vem ganhando cada vez mais espaço na economia brasileira, mesmo com a queda de 4,6% no PIB no ano passado.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite