CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Acelera vice-presidente Alckmin os R$10 bilhões urgentes para a Agrishow!

Publicado em 01/05/2026

Divulgação
Ingo Ploger, presidente da ABAG

Estou aqui na Agrishow com o Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG), uma das organizadoras desse evento e perguntei a ele sobre a visão e as perspectivas da Agrishow para este ano. E ele me disse:

“A Agrishow está tendo uma visitação esperada, teremos quase 200 mil visitantes, os expositores estão todos aqui e se confirmaram com produtos inovadores e com uma perspectiva de vendas que infelizmente vai ser menor que a do ano passado.

Então o primeiro trimestre estamos sofrendo grande pressão dos preços no mercado de insumos, é uma incerteza, mas existe uma mobilidade dos empresários para não deixar a peteca cair. Então implementos menores estão rodando, implementos maiores precisam de financiamento. Então os próprios bancos dos fornecedores estão fazendo de tudo, inclusive para poder oferecer juros abaixo da Selic.

Então se vê esse esforço, a grande pergunta é o que o Banco Central ainda não viu e esses juros exorbitantes estão prejudicando muito mais do que eles imaginam. Então é um apelo que nós estamos fazendo aqui para a razoabilidade de um lado porque o Brasil é grande, pensa no futuro, nós temos esses implementos que têm uma duração de cinco a 10 anos, então o Brasil está avançando a despeito de todas essas dificuldades e eu tenho uma grande admiração quando eu vejo os colegas aqui mesmo com prejuízo, investindo, e o Brasil está precisando de uma motivação forte, mas real. Nós precisamos agora não mais o aumento de imposto que estamos tendo. Não precisamos no momento um refreamento de crédito e essa crença, nós empresários estamos divulgando, fazendo e buscando com que essa confiança se mantenha acesa”.

Perguntei então a ele se a oferta de R$ 10 bilhões do vice-presidente Geraldo Alckmin feita na Agrishow, se ajuda e ele respondeu:

“Ele colocou isso no domingo (26) e eu fiquei muito feliz em ouvir essa oferta. Agora como no Brasil muitas vezes uma grande oferta e aí quando você chega lá a dificuldade de você conseguir colocar este dinheiro dentro de sua empresa para fazer investimentos ou financiamentos para capital de giro, aí a história muda. Então se houver o senso de urgência no Governo e na praticidade para fazer isso chega a mão daqueles que precisam, parabéns, eu vou aplaudir, mas o ceticismo está muito grande porque outros anúncios que já foram feitos antes, quando fizemos os projetos, demoraram para chegar. Então ótimo que isso tenha sido anunciado mas que chegue rápido”.

Muito bem Ingo, presidente da ABAG, sucesso e vice-presidente Alckmin, acelera aí a liberação dos R$ 10 bilhões que o pessoal gostou, mas precisa chegar!

José Luiz Tejon para a Rádio Eldorado/Estadão.

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O tema é a instabilidade, a insegurança, a incerteza, e eu conversei com a especialista brasileira, com uma larga experiência nos Estados Unidos, foi por muitos anos representante aqui no Brasil da Bolsa de Chicago, Roberta Paffaro, eu perguntei em sua visão como ficam os grãos, os preços, as commodities.
O nosso Agroconsciente tem tratado muito sobre a importância da ciência, da tecnologia, da inovação sem o que não iremos ao futuro. E eu estou hoje, aqui em Brasília, exatamente na Secretaria de Inovação do Ministério de Agricultura (MAPA) com Renata Miranda. Ela é a secretária de Inovação e com ela eu quero ouvir as principais ações, atitudes e estratégias da Secretaria de Inovação do Governo brasileiro.
Estou em um evento do Cosag – Conselho Superior do Agro, na Fiesp, e acompanhei uma apresentação muito positiva do Luís Rua, secretário do Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (MAPA). Estamos em um momento de tarifaço. Portanto, é a bola da vez e perguntei a ele quais as ações que estão sendo tomadas, como estão agindo, e deixando aqui uma lembrança dos adidos brasileiros que precisam ter muito apoio.
Conversando com líderes no estado do Paraná, observei por exemplo a diminuição do preço da saca do milho. Era antes da crise cerca de R$ 30 uma saca de 60 kg. Chegou a R$ 90 e agora baixou para cerca de R$ 75 e ouvi de lideranças como a de José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho da Coamo, a maior cooperativa do país: “agricultor as vezes termina vendendo na baixa, por esperar preços impossíveis e tem prejuízo”.
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