CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Pesquisa imagem do agro brasileiro na Europa sendo realizada!

Publicado em 15/09/2023

Divulgação
Percepção do agro brasileiro na Europa

Uma pesquisa importantíssima está sendo realizada hoje na Europa a respeito da imagem do agro brasileiro, uma pesquisa que vai ser apresentada no Congresso Nacional das Mulheres do Agro, dias 25 e 26 de outubro, no Transamérica, em São Paulo, com apoio da ABAG e patrocínio da Serasa Experian. Mas eu estou aqui nesse momento com o presidente da OnStrategy, Pedro Tavares, que é uma organização especializada em pesquisa de percepção, uma organização internacional, com base em Lisboa, Portugal, que está realizando esse trabalho.

Pergunto ao Pedro Tavares como está sendo desenvolvida a metodologia da pesquisa.

“Este é um desafio muito grande porque o próprio processo metodológico nos obriga a um trabalho bastante profundo, porque primeiro do que tudo estamos a cobrir vários territórios. Uma pesquisa como está identificada, sobre a apreciação do agro em diferentes países, o primeiro grande desafio era uniformizar os componentes de valores e atributos que estamos a questionar, em diferentes idiomas, para que tivéssemos respostas àquilo que fosse a mesma construção de perguntas para que fossem comparáveis e que não houvesse ao fundo grandes questões colocadas de proteção dentro de um país A, B, C ou D. A seguir, o grande desafio passa para a questão da dimensão dos painéis que estamos a escultar (ouvir), e de uma questão dos diferentes públicos-alvo que foram selecionados e que estamos no fundo a pesquisar, que passa por, primeiro: estamos a falar com cidadãos, com jornalistas e com distribuidores, e tínhamos de encontrar dentro de cada um desses países, Inglaterra, Reino Unido, França, Alemanha e República Tcheca, aquilo que fosse representatividade de dimensão de cada um desses públicos-alvo nas diferentes geografias, nos diferentes países, de forma a termos uma representatividade e com um grau de confiança elevado sobre as respostas que iríamos ter, porque existe sempre, de alguma forma, o risco de nós termos avaliações muito negativas, ou muito positivas, ou extremamente mudradas (deslocadas) e, portanto, logo a dimensão de painel da escultação é extremamente relevante para que de alguma forma se possa justificar a positividade ou a negatividade ou a mudração como resposta. A partir daí o seguinte desafio foi, tendo como base esses painéis, que são painéis bastante vastos, estamos a falar de cidadãos que se juntarmos basicamente as 4 geografias que estamos a falar, mais de meio milhão de pessoas, que são o ponto de partida do research (pesquisa), o outro desafio que se tem de colocar, nós não podemos colocar pessoas e falar de uma determinada realidade, neste caso do agro brasileiro, que não tem conhecimento sobre ele, portanto, o primeiro filtro que nós aqui tivemos e o primeiro desafio foi exatamente identificar quem conhecia de alguma forma, novamente, desses públicos-alvo, cidadãos, jornalistas e distribuidores, dentro desses quem conhecia de alguma forma conhecia bem o agro brasileiro e portanto rapidamente nos pode fazer passar de uma base de análise, pode ser de 80%, 20% ou 50%, portanto esse é um primeiro desafio que nós vamos ter aí”.

E peço ao Pedro, em síntese, para os ouvintes, da nossa Eldorado, qual a importância estratégica para o país a partir das informações que essa pesquisa vai levantar? A importância para o agro brasileiro desse trabalho?

“Vão ter várias soluções, várias respostas que podem ser aqui colocadas e sobretudo tem de ser entendido como um desafio político-econômico. Significa isso que vai haver desafios políticos e vão existir desafios econômicos e a conciliação dos dois é, no final, o grande desafio que se coloca, por quê? Sem ter resultados nesse momento nós temos de avaliar não só aquilo que é o agro, a percepção do agro brasileiro, mas também a percepção do Brasil, porque o agro brasileiro pode ser um embaixador ou um detrator daquilo que é apreciação sobre a marca Brasil e vice-versa. Eu posso até ter uma boa percepção sobre o agro brasileiro, mas a marca Brasil não ser embaixadora ou ser embaixadora. Portanto eu tenho de perceber, e isto vai ser possível ao encontrar, primeiro qual é o autor da explanação, segundo dentro do agro quais são as diferentes categorias que são melhor percebidas e as menos também percebidas por forma, mais uma vez a identificar quais são os acelerados a nível dos diferentes países para desenvolver o agro e, consequentemente, o valor da percepção do Brasil atrás”.

Esperamos essa pesquisa e que ela nos ajude a condução de uma estratégia brasileira para a Europa e, consequentemente, para o mundo. E boa viagem de volta a Portugal, Pedro.

“Obrigado e espero que tenha um valor a acrescentar grande. Obrigado”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Na palestra de abertura do Summit ESG Estadão ouvimos o inglês John Elkington, de 71 anos, considerado um dos criadores desse movimento global, que prega agora o capitalismo regenerativo. A síntese de suas palavras é: “a mudança tem de ser do sistema todo”.
O Brasil tem uma exportação na casa de US$ 3 bilhões em vendas para o Irã, que hoje é o principal destino do milho brasileiro. Oriente Médio é um importantíssimo mercado para o Brasil e o Irã está na 5ª posição atrás dos Emirados Árabes Unidos, Egito,Turquia e Arábia Saudita. Milho e soja mais de 87% e fazemos importações não grandes do Irã, mas fundamentalmente de fertilizantes, lembrando a dependência quase que total ainda deste insumo de importações.
Conversei com a Marisete Belloli, gerente de Safras e Informações Agropecuárias da Conab do Estado de São Paulo com relação aos números da Safra 2025/26 e a informação que ela me deu é que nós teremos uma safra que continuará grande. O primeiro levantamento da Conab divulgado mês passado apontava 357,7 milhões de toneladas de grãos e a recente, publicada ontem (13), aponta um número de 354,8 milhões de toneladas de grãos, ou seja, praticamente batendo com a mesma previsão anterior, ou seja, continua estável em uma safra dentro do histórico brasileiro, uma safra grande mas que novamente, nós continuamos sempre pedindo muito um planejamento estratégico porque poderíamos ter uma maior tranquilidade no abastecimento e também nas ações internacionais.
Estamos aqui no momento do agronegócio com uma discussão, uma briga danada com relação as carnes, a proteína animal, ao mundo animal e enquanto isso acontece dois dias de um congresso conduzido em São Paulo reunindo acadêmicos, empresários, técnicos da Alemanha e do Brasil, cujo nome desse congresso é “Don’t forget the animals”, ou seja, não se esqueça dos animais.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite