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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Presidente da OCB, Márcio Lopes, diz “Coops vão mostrar ao mundo a que vieram no palco COP-30”. 2025 Ano Internacional do Cooperativismo.

Publicado em 20/11/2024

Divulgação.
Tejon com Márcio Lopes, presidente da OCB.

Conversei com uma personalidade admirável, o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes, também membro da Aliança Internacional das Cooperativas (AIC), ano de COP-29, ano que vem COP-30, e uma coisa importantíssima ano que vem é o Ano Internacional do Cooperativismo. Perguntei a Márcio Lopes quais serão os preparativos para essa data pela OCB e ele me respondeu:

“É bom demais esse encontro e vou lhe contar um pouco mais de história e de casos para você entender isso. Nós estamos tão preocupados com o tema de mudança climática e estamos preocupados com o modelo de negócio cooperativo e no que isso pode afetar a nossa capacidade de gerar prosperidade para as pessoas, que eu venho me preparando para isso a quatro COPs. Essa é a quinta que nós participamos. Então, o que é que nós estamos fazendo? Eu coloquei o meu pessoal para estudar um pouco mais, ir lá, conhecer, perceber, medir, ver o ambiente, medir a temperatura, já de todas as outras COPs e, com isso, nós temos nos preparado junto com parceiros, as vezes de Governo, as vezes privados, a estarem juntos e presentes. E nós estamos nos preparando para isso. E eu estou com uma equipe grande agora lá no Azerbaijão e esse ano foi o pessoal do crédito, que é o tema principal da COP é financiamento e como as cooperativas de crédito podem se inserir nisso? Como o cooperativismo pode usar os mecanismos de financiamento da sustentabilidade e de mitigação dos efeitos climáticos. Esse compromisso que é da humanidade tem de ser da humanidade e cada um pegando a sua parte. Por exemplo, o Matheus Kfouri Marino, presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, está lá nos representado. Está lá a Cooxupé, mostrando os projetos dela, está a Sicoob, a Sicredi, a Cresol conhecendo esse mecanismo. Então nós vimos que isso é uma oportunidade muito interessante, a COP em si. A hora que a gente vem com o coroamento das Nações Unidas reconhecendo em mais uma vez, que é a primeira vez que o cooperativismo já foi há 12 anos atrás, agora de novo ter o Ano Internacional do Cooperativismo, ter o reconhecimento que o modelo de negócio cooperativo é extremamente positivo no mundo, mitiga efeitos de todos os tipos de ruim que têm acontecido, ajuda a superar esses processos de transformação, de mudança, é um orgulho, uma honra, mas nós temos que estar à altura para dar as respostas que a sociedade está esperando, porque se tem tanta propaganda assim. Então o que nós estamos fazendo? Nós estamos nos preparando com isso tudo para que o ano de 2025 ser um ano onde vamos contar histórias um pouco mais avançadas do nosso cooperativismo e a capacidade transformadora dele. Transformadora não do capital específico da cooperativa, mas transformadora da base, da sociedade onde a cooperativa está inserida. A capacidade que teve a Comigo de transformar Rio Verde numa agrocapital de respeito, no meio do estado de Goiás. Então como é que nós vamos contar essa história e sair do canto, do corner, porque o agro brasileiro e as cooperativas não querem status, apesar de serem agro e terem orgulho de ser agro, boa parte delas, nós não queremos ir para o corner para levar pancada de ONG, nós queremos mostrar a que viemos e que nós já fazemos a nossa parte. E se não estamos fazendo tudo que podemos vamos fazer, vamos construir um ambiente, não para ficar lá vendo ONG contar historinha, falar mal disso ou daquilo, mas para mostrar o nosso lado. Mostrar os bons exemplos que nós temos dentro da Amazônia, mostrar os bons exemplos que nós temos na área agrícola de maneira geral, na área do crédito, na área de saúde, na área de transporte. O cooperativismo hoje está pronto para mostrar a sua cara. Tem defeito, tem. Tem coisa para melhorar, tem. Mas tem muita coisa feita e bem feita. Então a nossa história em 2025 é de nós mostrarmos ao mundo a que viemos, qual o papel do cooperativismo contemporâneo, um cooperativismo que tem de gerar entrega, tem de gerar prosperidade na real, não no gogó, e o grande palco é a COP-30”.

Márcio Lopes, parabéns. Vamos para 30 milhões de cooperados no Brasil e para 1 trilhão de real de movimento financeiro e parabéns para sua obra e sua missão. Porque como diz o grande amigo Roberto Rodrigues, “líder de cooperativa merece o Nobel da Paz”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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