CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Marca Brasil é confiança, qualidade e preço na carne. É o que o mundo quer!

Publicado em 11/02/2026

Divulgação
boi-China, a carne brasileira exportada para a China dentro de todos os rigores de sustentabilidade, qualidade e tempo de abate

Tenho comentado no Agroconsciente que o Brasil tem hoje uma posição internacional muito sólida, inclusive com relação aos ataques de tarifaços. Neste exato momento o governo Trump aumenta a cota de importação de carne bovina em função da necessidade de abastecer o mercado interno americano.

A China, que é o nosso maior cliente, está imposto um limite para a importação de carne brasileira com uma taxa de apenas 12% a partir de cerca de 1 milhão e 100 toneladas, a taxa passaria a ser de 55%. Porém, até agora, vendemos mais, o setor da pecuária de corte cresceu em volume, em faturamento em janeiro mesmo período comparado ao ano passado.

E essa carne que o Brasil aprendeu a fazer, o nome dela é boi-China porque é uma carne que está dentro de todos os rigores de sustentabilidade, de qualidade e de tempo de abate. Portanto, é muito difícil que um outro concorrente entregue para a China uma carne nessa qualidade. E as autoridades brasileiras compreendem que se não vender para a China vai vender para o mundo, mas eu duvido muito.

Eu entendo que a posição alcançada pelo Brasil é uma posição de um parceiro confiável em um ítem que é o mais delicado do planeta terra hoje que é alimento, segurança alimentar.

Observem que mesmo os Estados Unidos, o maior agronegócio do planeta terra, se faltar ou se subir o preço de alimentos você possa ter problemas lá, convulsões, e também graves ameaças eleitoreiras para o governo Trump. Isto em um país que é simplesmente o maior do mundo em agronegócio.

E quando olhamos a China que tem um compromisso de segurança alimentar imensa, é um fator daqueles que é impossível se cogitar e ter problema. E nesse sentido o Brasil significa para a China uma segurança porque na guerra comercial os Estados Unidos como maior do mundo em agronegócio também poderia impor à China através do alimento uma condição de domínio.

Não é possível acontecer isso porque o Brasil existe nos últimos 50 anos em alimento e energia algo que era inimaginável. Portanto, fica aqui a nossa visão como havíamos afirmado, não creio que a decisão chinesa de restrição  ao volume das vendas brasileiras irá ocorrer por razões geopolíticas e efetivas de qualidade inigualável da carne brasileira.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão

 

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