CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária reelege presidente por unanimidade

Publicado em 17/09/2021

João Martins

João Martins obteve uma vitória exemplar como líder representante das produtoras e produtores agropecuários do Brasil. A CNA representa quase 2 mil sindicatos rurais patronais de todo território nacional e 27 federações estaduais que, reunidas através de seus presidentes em Brasília no último dia 14, o recolocaram no cargo para o quadriênio 2021/25. João Martins declarou: “necessitamos estar unidos para enfrentar desafios futuros”.

O ocorrido na CNA me inspirou a imaginar como poderia ser a condução do país se tivéssemos da mesma forma uma união com a defesa técnica e ética, ESG, e colocando o Brasil em primeiro lugar, com um planejamento estratégico, integrando a CNA com CNI, CNC, CNCoop, CNT, CNfinanceira e demais CN’s. São as forças que fazem o PIB ocorrer através do empreendedorismo e do cooperativismo. E logicamente demais representações da sociedade civil organizada. Um sonho? Quem sabe, mas sem esquecer Raul Seixas: “sonho que se sonha só é só sonho, sonho que se sonha junto é realidade”.

Mas, claro, para que isso acontecesse precisaríamos de representações e de líderes que tivessem o talento de harmonizar os diferentes, de não confundir dissidentes com inimigos, e de não caírem em tentações de curto prazo, coisa natural dentro dos movimentos políticos partidários. A eleição de João Martins, baiano, que já foi também presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do estado da Bahia (FAEB), por unanimidade de 27 federações e cerca de 2 mil sindicatos, nos inspira e estimula. O mundo, apesar de não ser perfeito, pode sempre ser alvo dos aperfeiçoamentos, responsabilidade suprema da espécie humana na terra.

Vai ainda um ponto adicional sobre esta eleição, ocorreu sob um processo eleitoral comandado por uma comissão, com o presidente da Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural); Ademar Silva Jr; também com o presidente do Conselho de Administração da Embrapa, Fernando Camargo; e ainda com o presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Nilson Leitão.

“Defender a agropecuária brasileira”, afirma João Martins. Que isto nos inspire a reunir os demais macro setores do Brasil e defendermos juntos toda a nação, com representatividade e democracia, afinal “quem alimenta cria o futuro”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Entrevistei Sonia Chapman, secretária executiva da Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida, uma das maiores especialistas com visão de números da sustentabilidade no país. A atual proposta de regulação do mercado de carbono aprovado pelo Congresso com a agropecuária fora da regulação indica, na verdade, ser impossível ter uma fórmula única para realidades muito distintas, que irão exigir foco regional numa visão sistêmica e integrada de todas as peças desse complexo sistêmico, um lego ambiental brasileiro que exige governança.
Uma pesquisa inédita internacional foi realizada pela agência de branding OnStrategy, da Europa, com a iniciativa da Biomarketing, apoio da FBM Fundação Brasileira de Marketing, da ADVB, Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil e da Alagro – Academia Latino-Americana de Agronegócio.
Normando Corral, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e do Conselho da Agroindústria (Coagro) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), manda seus cinco fatores sagrados para os presidenciáveis sobre agronegócio.
Um dia falei com Pelé, disse que o Brasil precisava de muito mais alimento: “importamos comida Pelé!”. Eu trabalho numa empresa de semente de milho e se os agricultores fizerem a produção do milho igual aos campeões de produtividade desse cereal a gente dobra a agricultura do país!
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite