CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Cooperativas já nascem ESG

Publicado em 19/11/2021

Coopercitrus

Essa foi a afirmação do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em Glasgow, ao abordar a responsabilidade das cooperativas. Nós entrevistamos no Jornal da Eldorado a gerente geral da OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras, Fabíola Nader Motta, que nos falou dos 5 pontos do manifesto da OCB na COP26, e um deles sobre o papel das cooperativas como um arranjo produtivo sustentável.

Ouvi outro líder de uma das maiores cooperativas do país no Estado de São Paulo a Coopercitrus de Bebedouro, José Vicente, presidente do conselho que acrescentou: “Gostei muito das entrevistas e a conversa de vocês do Jornal Eldorado sobre a responsabilidade das cooperativas em tudo o que significa os avanços da COP26”.

José Vicente me disse que a partir das cooperativas é possível aterrisar, quer dizer, fazer acontecer as práticas da sustentabilidade, pois o cooperativismo significa a união de milhares de pequenos e médios produtores, com educação.

A Coopercitrus está neste instante assinando um protocolo com o BNDES, 50% Coopercitrus, 50% BNDES, para recompor todas as reservas florestais, as apps, e restaurar as minas de água da bacia do Rio Grande. Pessoas estão sendo contratadas, todo CAR – Cadastro Ambiental Rural dos cooperados será reconfirmado e o que for inconsistente será corrigido. José Vicente, presidente do conselho da Coopercitrus, reafirma “as cooperativas tem responsabilidade dobrada”.

E lá em Bebedouro está nascendo uma Fundação Coopercitrus Credicitrus para a aplicação de uma pedagogia inovadora na formação e capacitação de recursos humanos para tudo o que significa uma nova sociedade ESG no agronegócio. Um legítimo agroambiental e que de mais lucro com mais saúde para todos.

Realidades existem e devem falar mais alto do que guerra de narrativas. Cooperativas são vitais na era do carbono e biometano.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Na China, nesta semana, o presidente da Apex Jorge Viana  falando no seminário do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), realizado no centro para a China e sobre globalização disse: “nós brasileiros deveríamos parar de dizer fora do Brasil que o Brasil não tem problema ambiental. Nós temos e faz muito tempo”. E demonstrou com dados o quanto da floresta amazônica foi desmatada se transformando em pecuária, agricultura, e floresta secundária (Estadão, edição de 28/3). Recebi centenas de manifestações de “repúdio” das mais diversas entidades do setor.
O Estado de São Paulo é um estado biomovido, movido ao combustível do futuro. Sobre isso conversei com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) e Senar, Tirso Meirelles, sobre essa coisa que é fascinante, o Brasil colocado no combustível para o futuro, a nova energia, um movimento extraordinário.
Afastando egologias e ideologias (no início egos humanos estavam a serviço das ideologias, agora, ao contrário, ideologias a serviço dos egos humanos criamos a “egologia”, as ideias que geram mais views, likes e seguidores e votos, os “mega egos”). Então, afastando isso, o sistema do agribusiness brasileiro vai crescer no mundo inteiro, pois metade do mundo está na zona tropical e sub-tropical do planeta, o “tropical belt nations”.
Entre listas de comerciantes, indústrias, prestadores de serviços discriminados se não declararem apoio a Bolsonaro, e até ideias de colocar estrelas do PT em estabelecimentos que votaram em Lula, imitando as estrelas de David dos judeus na Alemanha nazista dos anos 1930, estamos vivendo uma hipnose de discriminações onde o medo sobre o novo governo eleito é fantasmagórico por boa parte da agropecuária. Medo de invasões estimuladas, perda do direito de propriedade e total insegurança jurídica e confiscos e taxações, parece o filme Armagedom, Apocalipse.
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