CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Mais de 7 milhões de litros de cachaça, e mais de 8,5 milhões de litros de vinhos e espumantes vendidos para o mundo em 2021

Publicado em 19/01/2022

TCA
cachaça e vinhos

Apex Brasil e entidades fazem ótimo trabalho nas vendas externas. A indústria de alimentos fechou o ano exportando 16,8% a mais sobre 2020. O agronegócio aumentou 18,4%. E isso não se trata apenas de efeito da taxa valorizada do dólar perante o real. Obtivemos vendas expressivas no aumento dos volumes. Ovos, por exemplo, cresceram 81,5%. No algodão vendemos 23% a mais em volume físico. E carne suína, a carne mais consumida no mundo, obtivemos um crescimento de 11% em volume também. Em receita crescemos 25,7% no frango, 20% de frutas, parabéns Abrafrutas, e 9% na carne bovina.

O gerente de agronegócios da Apex Brasil (Agência brasileira de promoção das exportações e investimentos), Márcio Rodrigues, disse ao site Notícias Agrícolas: “que temos potencial próprio no agronegócio além de fatores incontroláveis da economia. Atuamos com práticas sustentáveis e isso nos dá credibilidade”.

Mas queria destacar as ações da Apex Brasil em feiras como a Gulfood, no Oriente Médio, a Sial Paris e a Sial China, a principal feira de inovações em alimentos da Ásia. Ao lado da ABPA, a Apex Brasil realiza as feiras Brazilian Chicken; Brazilian Egg; e Brazilian Pork, para frangos, ovos e suínos. E com a Abiec ocorre a feira Brazilian Beef , que responde por 98% das exportações do Brasil e virou uma marca.

Mas além das frutas, que superou US$ 1 bilhão em 2021 batendo recorde, vamos para algumas curiosidades: vendemos mais cachaça para o mundo, o destilado nacional. A venda da cachaça cresceu 29,52% em volume físico e 38,39% em receita comparado a 2020. Mais de 7 milhões de litros da branquinha.

Apex e o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) fazem a iniciativa Taste The New Taste Brasil. E dentre as ações promocionais nossa cachaça participa de um salão onde os melhores destilados do mundo se apresentam, em Bruxelas na Bélgica, é o “Spirits Selection”.

Ao lado da cachaça cresce o vinho brasileiro no mundo. Wines of Brazil, reunião da Apex com a União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA) estamos vendendo vinhos e espumantes brasileiros para mais de 50 países, quase dobrando as exportações em 2021, 7 milhões e 700 mil litros de vinhos e mais de 860 mil litros de espumantes.

Portanto, nem só das carnes e das commodities está vivendo o Brasil, com ações de promoção e união entre Apex e a iniciativa privada, cachaça e vinhos brasileiros embarcam para o mundo. E, com certeza, temos gigantesco potencial em tudo no planeta para atuar.

Precisamos de marketing. Apex Brasil, um ótimo exemplo para multiplicar, ao lado do Itamarati, Mapa e empresários com suas entidades. Ressaltando o ótimo trabalho do Insper: o Brasil no agro global, coordenado por Marcos Jank já entrevistado aqui no Agroconsciente da Eldorado.

Saúde!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

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No editorial do Estadão de 12/10, aliás dia do engenheiro agrônomo, nossos parabéns a essa fundamental categoria; o título fala da “prudência do agronegócio”, onde nem o lulopetismo e o bolsonarismo interessam, pois não se comportam com uma visão estratégica de longo prazo e terminam afogados nos compromissos partidários e ideológicos.
No último debate entre os candidatos o agronegócio recebeu menções pontuais, citações praticamente no meio de muita acusação e confusões. Com o padre Kelmon dizendo que muitos ali, inclusive os jornalistas, precisariam de catequese. Muito bem, voltando ao agro.
Conversando com líderes no estado do Paraná, observei por exemplo a diminuição do preço da saca do milho. Era antes da crise cerca de R$ 30 uma saca de 60 kg. Chegou a R$ 90 e agora baixou para cerca de R$ 75 e ouvi de lideranças como a de José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho da Coamo, a maior cooperativa do país: “agricultor as vezes termina vendendo na baixa, por esperar preços impossíveis e tem prejuízo”.
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