CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Selo verde Brasil já está no Diário Oficial da União. Ótima ação do MDIC em parceria com ABDI e Sebrae.

Publicado em 21/06/2024

Divulgação
Fabiana Villa Alves, assessora da Secretaria de Economia Verde

Com iniciativa do ministro do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e vice-presidente Geraldo Alckmin e do secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Rodrigo Rollemberg, iremos agora para um patamar de agregação de valor disputando os mercados mundiais com um compromisso do estado brasileiro assegurando princípios da sustentabilidade.

Entrevistamos a Dra. Fabiana Villa Alves, assessora da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC que nos disse: “O selo verde é uma grande iniciativa que o Brasil toma à frente. Foi lançado essa semana um decreto onde nós temos as diretrizes para essa rotulagem ambiental, que é uma avaliação de conformidade destinada a produtos industrializados. Então esses produtos receberam uma certificação de terceira parte, é um processo que é auditado, crível, que tem reconhecimento internacional para que nós tenhamos uma certificação, um selo, que ateste alguns critérios sócio-ambientais que vão depender também do tipo de produto ou de cadeia produtiva. Então a ideia é que até o final do mês de junho nós tenhamos já os comitês consultivos e gestores formados de várias instituições, dos ministérios e de representantes do setor produtivo que vão participar para que esses critérios sejam definidos. Para que os primeiros produtos a serem certificados sejam também definidos e nós possamos, então, repassar isso a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – que é responsável pela execução e composição dos padrões de certificação e pelas normas. O Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – cadastrará essas certificadoras que poderão prestar esse serviço aos produtos, as indústrias e as empresas. A ideia do selo como rotulagem ambiental e como avaliação de conformidade, um selo que é do Governo brasileiro a exemplo de outros países como Canadá, Coreia do Sul, que já possuem esse tipo de rotulagem, é que nós possamos primeiro agregar valor aos nossos produtos. Nós temos uma das matrizes, senão a mais sustentável base de matriz energética do mundo. Nós temos vários processos tecnológicos que são descarbonizantes. Nós temos um compromisso com o meio ambiente quando falamos em setor industrial, mas também em produção primária, exemplo do que é a agricultura nossa, embasada em sistemas produtivos sustentáveis. Então isso tudo faz com que o Brasil possa ter aí um selo que represente essa agregação de valor, esse valor intangível. Além disso, esse selo é algo que pode também abrir mercados para os nossos produtos industrializados. Quem está propondo esse selo é o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com o nosso ministro que é o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e aqui pela Secretaria de Economia Verde, comandada pelo nosso secretário Rodrigo Rollemberg”.

Envolverá as cadeias produtivas, com importantíssimo impacto positivo no agronegócio. A indústria brasileira de alimentos e bebidas, por exemplo, é a maior exportadora em volume de alimentos do mundo. Porém precisamos agregar mais valor, disputar as gôndolas dos supermercados e as mesas dos consumidores. E estarmos com lugar assegurado no futuro que já começou.

A ABNT irá definir as normas técnicas com os critérios de sustentabilidade sócio-ambientais. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Sebrae serão os principais agentes parceiros da difusão desse programa.

Vejo grandes oportunidades para os programas de indicação geográfica, denominação de origem que vem sendo trabalhados pelo Sebrae, ao lado do Senar e Sescoop. Valorização dos “terroir” nacionais industrializados para o mundo.

Ações como esta irão contribuir no crescimento do PIB agroindustrial brasileiro. A iniciativa faz parte do plano da Nova Indústria Brasil, e as normas serão publicadas até o primeiro semestre de 2025. A biodiversidade totalmente vinculada nesse contexto.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Tenho recebido de ex-alunos do MBA em agribusiness da França, onde dou aulas há 10 anos manifestações expressas desta forma: “Mercosul é ambientalmente e politicamente um erro que irá exterminar a economia agrícola europeia”. “Eu não quero minhas crianças forçadas a comer carne do Brasil que não seguem padrões de sustentabilidade, bem-estar animal e qualidade do solo”.
Entrevistei Sonia Chapman, secretária executiva da Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida, uma das maiores especialistas com visão de números da sustentabilidade no país. A atual proposta de regulação do mercado de carbono aprovado pelo Congresso com a agropecuária fora da regulação indica, na verdade, ser impossível ter uma fórmula única para realidades muito distintas, que irão exigir foco regional numa visão sistêmica e integrada de todas as peças desse complexo sistêmico, um lego ambiental brasileiro que exige governança.
Estamos quase na virada do ano. E precisaremos mais do que nunca da prosperidade no Brasil. Márcio Lopes, presidente da OCB - Organização das Cooperativas do Brasil, neste ano de 2021, em nome do cooperativismo que responde por mais de 54% de tudo o que produzimos no agronegócio nacional, tem sido um promotor da importância de uma liderança que, além de frutos econômicos, traga prosperidade para todos numa comunidade. E prosperidade significa a governança da esperança.
O presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a maior cooperativa de café, comemorou o recorde de vendas de café no ano passado e a maior distribuição de sobras aos cooperados. O faturamento atingiu R$ 10,7 bilhões em 2024, um crescimento de 67% sobre 2023. 
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite