CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Agro sinfonia 2026: se tocarmos juntos pautas comuns com sinergia.

Publicado em 31/12/2025

Divulgação
2026: Uma bela sinfonia familiar!

Treze setores, 13 entidades representativas, bons exemplos que nos inspiram para uma sinfonia agro brasileira , se tocarmos juntos: uma maestria. Vamos dar uma passada pelas entidades que reúnem esse alfabeto do A do abacate ao Z do zebu e tirar conclusões sobre 2025 e expectativas futuras:

1 – As frutas, muitas letras abacate, avocado, maçãs, laranjas, mamão, mangas, etc. Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), de presidente novo para 2026, Waldyr Promicia, sucedendo Guilherme Coelho, e o setor apresentou crescimento de 9,23%. As exportações de janeiro a novembro e vale registrar um recorde de crescimento na melancia, mais de 23% em 2025. Meta: ser o maior exportador de frutas do mundo. Melão, limão, manga, trio campeão.

2 – Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), numa efetiva crise em 2025, o presidente da entidade Geraldo Borges afirma: “precisamos de um freio de arrrumação urgente no setor, controlar importações, realizar compras governamentais, e valorização do leite no consumo brasileiro“. Mais de 1 milhão de produtores no país, numa grande distância de performance de produtividade. Hoje custo de produção superior ao preço do litro de leite pago ao produtor. Um 2025 crítico para o leite. Meta: organização da cadeia produtiva.

3 – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o presidente Gustavo Piccoli salienta a importância do programa ABR – Algodão Brasileiro Responsável, e do sucesso em 2025, nos transformamos no líder global do algodão sendo o 3º maior produtor. Na São Paulo Fashion Week estivemos com o agroconsciente presente. Meta: Congresso Brasileiro do Algodão será em setembro de 2026 em BH: algodão brasileiro: fibra natural.

4 – Aprosoja Brasil, soja viramos campeões mundiais superando os Estados Unidos. O presidente da Aprosoja BR, Maurício Buffon, tem se posicionado com a entidade contrário ao programa moratória da soja, também contrário a reduções de isenções tributárias do setor, e apoiou na COP-30 a carta manifesto dos produtores de soja e milho para uma agenda climática tropical soberana, com Brasil e países tropicais para os problemas relacionados ao clima e meio ambiente. Meta: presidente da Aprosoja, Buffon, diz: “somos o exemplo de produtividade e sustentabilidade mundial, modelo exemplar tropical”.

5 – Associação Brasileira dos Produtores de Proteína Animal (ABPA) com seu presidente Ricardo Santin, abordou o crescimento extraordinário de ovos, frangos e suínos em 2025. Ovos crescimento de 7,9% em 2025, percapita praticamente 300 ovos por pessoa ano. Frango crescimento em 2025 de 2,2%, para 2026 expectativa mais 2%, consumo percapita já acima de 46 kg pessoa/ano. E suínos crescimento de 4,6% em 2025, com expectativa de crescer mais 2,7% em 2026 e exportações cresceram neste ano 10%. O consumo percapita também atingiu 20 kg/habitante/ano em 2025 num belo trabalho da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). Setor sofreu turbulências com aspectos sanitários, porém extremamente bem resolvidos, além do enfrentamento do tarifaço. Meta: O tema da entidade para 2026 é: “uso consciente futuro sustentável”, a respeito dos antimicrobianos, dentro da estratégia “one health”, saúde única planetária. Também a criação da marca “brazilian chicken” será promovida.

6 – A carne bovina, Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (ABIEC), seu presidente Roberto Perosa informa que assumimos a liderança global na exportação da carne bovina, sendo o segundo maior produtor com 194 milhões de cabeças. Neste ano registra também o feito de passarmos a ser país livre de febre aftosa em vacinação, pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). Principais mercados brasileiros: China, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. Em 2025 um êxito de vendas maiores 18,3% de janeiro a novembro comparado ao ano anterior. Crescemos em volume de vendas e superando o tarifaço. Meta: manter a liderança global e diversificar mercados.

7 –  Associação dos Produtores de Biocombustíveis (Aprobio), Francisco Turra, presidente do conselho, salienta que o PIB da soja cresceu este ano 11,66% na sua cadeia produtiva graças ao setor do biodiesel na demanda por soja, e a conquista do B15, adicionando biodiesel no diesel em 15%. Meta: ampliação nacional e internacional dos biocombustíveis brasileiros.

8 – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bionergia (Unica), Carlos Ubiratan Garms, presidente do conselho, e Evandro Gussi, presidente da Única, registram como ótimo feito o reconhecimento pela constitucionalidade integral do programa Renovabio, que neste ano se transforma em política de estado. Meta: influência planetária no açúcar e biocombustíveis atuando no valor do açúcar também.

9 – Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), o presidente Paulo Antônio Püsch Bertolini revela preocupação com a diminuição da tecnologia em função dos custos e do endividamento e juros altos do crédito, renegociação das dívidas será importante para os plantios da segunda safra de milho a partir de janeiro no Brasil Central. Soja e milho formam no Brasil hoje as duas safras que andam juntas. Meta: tenho como expectativa minha do milho vir a ser o maior grão no país nos próximos anos ao lado do sorgo.

10 – Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). O arroz vive ciclicamente dificuldades severas para os produtores rurais. É vital uma orquestração do campo com os mercados, e nesse sentido a Abiarroz, seu presidente Renato Franzner, tem como meta uma forte campanha promovendo o consumo do cereal e também abrir o mercado chinês para o arroz brasileiro. Não tenho dúvida, meta vital para o arroz nacional, o mercado chinês.  Importam 2 milhões de toneladas/ano na China e passaríamos a ter no arroz a maior segurança de negócios como ocorreu com a soja e o milho. Na Federarroz, o presidente do conselho consultivo, Alexandre Azevedo Velho, e Denis Dias Nunes, diretor executivo, preparam a festa da abertura da colheita do arroz de 24 a 26 de fevereiro de 2026 no Sul com a meta também de conectar o campo aos mercados. Meta: exportação ampliada. Arroz e feijão exigem ações urgentes de acesso a mercados internacionais e campanhas de consumo junto à população.

11 – Do trigo nosso pão de cada dia. Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abratrigo), presidente embaixador Rubens Barbosa. Conab informa redução de 20% na área, mas compensando a produção ficando estável com o ano passado, porém precisaremos importar trigo entre 12 a 13 milhões de toneladas para o consumo interno. Meta: com tecnologia e plantando no Cerrado deveremos buscar autossuficiência e disputar mercados internacionais.

12 – Então, Brasil único país que tem nome de árvore, vamos para a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), presidente do conselho, Horácio Lafer Piva, presidente executivo Paulo Hartung. O Brasil em 2025 expandiu as vendas internacionais, nos transformamos no líder global do setor de celulose, plantando 1,8 milhão de árvores todos os dias, exportando US$ 15,7 bi, tendo na China nosso maior cliente. Meta: consolidação de imagem mundial de liderança na bioeconomia.

13 - Na laranja com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), seu presidente Antônio Juliano Ayres, teremos safra melhor do que a anterior que foi a pior em 10 anos, porém custos altos. A Citrus BR, com seu diretor executivo Ibiapaba Neto, superando o tarifaço americano, mantemos a condição do maior exportador mundial de suco de laranja. Meta: agregação de valor e ampliação do consumo mundial.

Na grande síntese, o crescimento do PIB do agronegócio em 2025 sem dúvida alguma reveste-se de fundamental importância para dar uma relativa sustentabilidade perante os fatores incontroláveis. Se imaginarmos uma integração estratégica entre os setores do agro e das suas inteligências que representam os produtos com a indústria, comércio e serviços antes e pós-porteira das fazendas, sem dúvida, faremos do complexo do agronegócio a grande alavanca para dobrar o PIB do país nos próximos anos. Meta geral: planejamento estratégico e orquestração integrada da prosperidade. Só depende dos seres humanos!

Entidades como ABIA, ABRAS, ABAG, ASBRAM, Abisolo, Croplife, ANDA, ANDAV, ABIMAQ , OCB, COSAG, etc. Sistema CNA Senar e suas federações ao lado também das confederações nacionais empresariais, com efetiva presença dos setores financeiros e investidores, com Embrapa e universidades, se reunidas e se orquestradas com pautas comuns, tocando no mesmo tom, sem dúvida, teremos uma bela sinfonia nacional do Brasil para a segurança alimentar, energética, ambiental, mundial. Com o Instituto Pensar Agro (IPA), belíssima oportunidade. E sem dúvida com essa maestria, o governo vem junto na sua maioria. Uma agro sinfonia, só depende das nossas lideranças. Maestrinas e maestros, Feliz 2026!

E para leitoras, leitores, ouvintes, saúde, amor, prosperidade com toda família e amigos, feliz Ano Novo. Uma bela sinfonia familiar.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

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