CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - “Agro tropical é solução mundial”, afirma Roberto Rodrigues na COP30

Publicado em 07/11/2025

Divulgação
Roberto Rodrigues, enviado especial do agro na COP30

Roberto Rodrigues é o enviado especial do agro na COP30 e ele foi ex-ministro da Agricultura, presidente internacional do cooperativismo, embaixador do cooperativismo na FAO, é professor emérito da FGV e é um homem que tem uma visão planetária espetacular do que envolve o aspecto do agronegócio. E ele organizou com todas as entidades um documento singular muito importante para levar nessa COP30.

Observamos que tem como grande objetivo a COP 30 a busca de investimentos e muitas coisas que são prometidas que iremos fazer, porém no documento que Roberto Rodrigues organizou nós estamos levando ao mundo não apenas expectativas esperançosas, estamos levando coisas concretas, levando a experiência brasileira dos últimos 50 anos com relação à produção de alimentos, energia agrossustentável e de 1970 até hoje o agro brasileiro cresceu sete vezes, 229% de produtividade e fundamentada na ciência em uma experiência tropical que nenhum país desenvolveu e nós somos hoje a quarta maior agricultura do mundo, só perdendo, por enquanto, para duas milenares, de milênios, a China, a Índia e os Estados Unidos que tem um capital intensivo gigantesco e brevemente o Brasil se transforma também na primeira agricultura do planeta e é esse documento, essa visão, que Roberto Rodrigues está levando. Não é uma visão de estamos prometendo, é fazemos e o que nós fazemos é fundamental para o planeta terra.

Conversei com o Roberto Rodrigues e pedi a ele que falasse sobre suas considerações em relação à COP30. Ele me disse: “A agropecuária brasileira vai se pronunciar nesse evento tentando mostrar ao mundo que a agricultura tropical sustentável feita no Brasil pode ser copiada em outros países tropicais da América Latina, da África Subsaariana e da Ásia de maneira que haja um resultado muito positivo na produção de alimentos, cuidando, portanto, da segurança alimentar, da transição energética justa a partir da agroenergia, gerando riqueza, emprego e renda nos países tropicais e tudo isso com preocupação com a mudança de clima.

Esse documento tem duas partes. A primeira parte conta a história do Brasil sob a ótica da tecnologia, inovação criada no país que permite a agricultura crescer e trazendo uma agricultura sustentável e competitiva. E a segunda parte com propostas para que o mundo tropical, considerada as diferenças todas, de clima, de solo, de questões institucionais e legais de cada país, possa usar o nosso modelo para um crescimento semelhante ao que foi observado aqui no Brasil.

Então esse documento tem duas partes, primeira parte história mostrando o sucesso do agro brasileiro sustentável com base em tecnologia e a segunda parte como os países tropicais podem fazer a mesma coisa mesmo considerando as diferenças que existem de caráter climático, institucional, etc. Tudo isso é uma contribuição do Brasil para que o mundo todo tenha mais alimentos, mais energia renovável, mais riqueza para os mais pobres e, sobretudo, o clima bem tratado. Agropecuária tropical é uma solução, não é um problema”.

Essa é a visão que Roberto Rodrigues estará levando em um documento sensacional porque ele conseguiu reunir todas as vozes das entidades nessa proposta agrotropical. Então essa é a meta brasileira na COP30 com o Roberto Rodrigues.

Também pode interessar

Uma ótima ação no rumo do agroconsciente. Nesta segunda-feira (21) o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, está lançando o plano da Estratégia Nacional de Redução de Emissões de Metano, em parceria com o Ministério de Minas e Energia, Plano “Metano Zero”.
Existem pessoas que vivem suas existências com a profunda convicção de serem os “credores” do universo. O mundo está em permanente dívida com eles. Desde os pais, as suas casas da infância, na escola, nas profissões. Os amigos estão sempre em dívida, a família também. Os colegas de trabalho devem, as empresas onde trabalham são da mesma forma devedoras desses “credores universais”.
Estou no Rio Grande do Sul, região de Santa Cruz do Sul, na Afubra, ao lado de um que é considerado um dos consultores expoentes de gestão de planejamento estragégico do agro brasileiro, o Marcelo Prado, fundador da M. Prado e estamos juntos acompanhando uma reunião de uma organização que envolve cerca de 90 mil famílias agrícolas bem sucedidas.
Marcelo Luders, presidente do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), traz da Argentina uma notícia preocupante, onde a Câmara de Legumes Argentina registrou que esta safra tem as maiores perdas de 10 anos. Falta de chuvas com várias geadas consecutivas, e adicionam “podemos ter certeza de que a colheita resultará num fracasso completo”.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite