CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

AGROCONSCIENTE - Com marketing não se brinca, cuidado com os “haters”!

Publicado em 03/07/2026

Divulgação
Agricultura familiar, Marketing ético

A profissão de marketing, os CMO’s (Chief Marketing Officer) estão cada vez mais seduzidos pelas mídias e redes sociais. Essa comunicação é instantânea e traz feedback automático. Ótimo para avaliar o impacto das mensagens, das pegadas criativas, das avaliações por gerações, Z, alfa etc.

Porém, de altíssimo risco se cuidado não for tomado, e sem querer terminar por estimular “haters”. Ah, mas ter alguns haters é bom, gera visualizações, likes, engajamentos. Tudo bem desde que sejam realmente “alguns haters”, eles existem, porém como são os seus “lovers”? São atuantes nas redes, ou aqueles que amam sua atividade, sua marca, seu nome, porém tem atitude passiva?

Estratégias de marketing estão acima e além de IA, e da superficialidade digital. É importante que você profissional, empresário, escritor, com ou sem fins lucrativos, compreenda seu papel no mundo, as virtudes das suas ações, escritório, obras, empresa, porém não gere matéria prima para os detratores de plantão o instigarem.

E se você for atacado, jamais caia no erro de “retaliar” o detrator, pois isso é o que ele mais espera que você faça. De verdade cabe a quem o admira aos seus fãs realizarem a tarefa da sua defesa.

Mas como crio fãs? Como obtendo “lovers” nas redes sociais? De certa forma a regra é simples, promovendo o bem, evitando a arrogância, a altivez do ignorante tolo, e se dirigindo a um determinado público e target, sem diminuir, menosprezar o outro.

No marketing do agronegócio um grave erro que vejo ser cometido é ao defender, por exemplo, o agro brasileiro, terminarmos por diminuir e cutucar os agros de outras nações. Um exemplo típico é quando alguém diz que estamos “desmatando” para produzir, mostramos nossos índices de 65% de áreas totalmente preservadas no Brasil e contra-atacamos, enquanto vocês “destruíram tudo aí".

Ou seja, marketing cada vez mais exigirá Inteligência espiritual (IE), muito além da IA, inteligência artificial. Conquistar corações para chegar aos cérebros, isso é vital e sagrado. Emocionar, criando um legítimo “emocionômetro” para cada ação da sua comunicação.

Ganhar seguidores em velocidade é fácil, basta utilizar técnicas agressivas, discursos polarizadores, irônicos, maldosos é fakenews, desinformação é a má informação. Desta forma, toda atividade seja qual for vem de marketing e para marketing voltará. Como ouvi da dona Jô Clemente, fundadora da Apae, quando perguntei qual sua profissão dona Jô? E ela me respondeu: “marketeira, pois precisei promover e vender a Apae para o mundo inteiro”.

Quer dizer não basta criar startups, negócios, ter ideias, é preciso saber usar todo arsenal de marketing, ou seja, criar mercados, administrar mercados, recriar mercados e com a consciência do óbvio: “marketing não existe para fazer o que o cliente quer, o mercado já sabe o que quer, e existe para fazer o que o cliente e o mercado ainda não sabem que querem”.

Não se esqueça de que rodas foram inventadas há milênios, malas também, porém somente nos anos 70 um americano teve a ideia de colocar rodinhas em malas. Diziam que era uma burrice, foi criticado, e hoje não há uma mala sem rodinha. Assim é com tudo.

Então, de olho nos haters, e nos indiferentes. Conquiste corações, seja feliz gerando felicidade, isso sim é marketing, como tão bem meu amigo Dr. Prof. Marcos Cobra, o Kotler brasileiro, tanto nos inspira. IE inteligência espiritual, aí está o comando de sempre e doravante, pra sempre.

José Luiz Tejon para o Agroconsciente.

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