CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

AGROCONSCIENTE - De US$ 600 bi para US$ 1 tri no agro, já pensaram nisso candidatos à Presidência?

Publicado em 03/08/2026

Divulgação
De US$ 600 bi para US$ 1 tri no agro, já pensaram nisso candidatos à Presidência?

Quando as campanhas para a eleição tomam marcha somos obrigados a trazer a máxima de Sartre que disse: “o inferno são os outros”. Desta forma candidatos tirando o demônio infernal “do outro” o que de verdade existe no seu plano como executivo do maior agro exportador do mundo para sairmos dos atuais cerca de US$ 600 bilhões no montante do antes, dentro e pós-porteira das fazendas, como o Cepea mensura, para um objetivo potencial de negócios chegando no patamar de US$ 1 trilhão e daí para mais?

Planos sem métricas mensuráveis e quantificáveis são planos “natimortos”. Uma exigência sobre qualquer executivo numa corporação, numa entidade sem fins lucrativos, num clube, ou no setor público, como presidente de um país, é ter metas audaciosas, espetaculares e sustentáveis (MAES). Quer dizer com caminhos reais e concretos para sua execução, engajamento e micro planejamento das operações.

Por que precisamos de MAES? Para fugir do menos, pois significam o rumo, o horizonte, a inspiração que nos motiva para a superação. Números medíocres nos acostumam a acomodação, e nos transmitem um discurso polarizante, com um estado vitimização de viver, onde sempre existe o culpado que é o outro. (Jean Paul Sartre).

Chegamos nestes últimos 40 anos ao resultado de 25% do PIB do país no sistema do agronegócio, na soma da agropecuária, indústria, comércio e serviços mensurados no princípio “input x output” das cadeias de valor.

E agora senhoras e senhores candidatos? Sem um planejamento estratégico de estado, na convergência do público com o privado, não faremos mais o que fizemos na raça, com heroínas, heróis, pioneiras e pioneiros até aqui no Brasil. O sangue, suor e lágrimas nos moveu. Daqui pra frente serão os neurônios, os nervos, o coração e a cooperação. Portanto, estaremos aqui convocando todos os candidatos à presidência da república que desenhem um planejamento estratégico, com números, metas, investimentos e abordagens geo agro orientadas do Brasil com o planeta terra.

Das 20 maiores cadeias produtivas atuais do agro nacional o quanto iremos crescer também em agroindustrialização?

Das 20 maiores cadeias produtivas do país o quanto iremos negociar e tratar com clientes e mercados onde ainda somos frágeis?

De outras 20 potenciais cadeias produtivas tropicais nacionais onde ainda não as vimos florescer quais serão alvo de estruturação e apoio ao crescimento?

Como organizaremos ações conjuntas público privadas com governança para a execução desses planos?

Como em 4 anos faremos o que falamos nos últimos 40 anos e não resolvemos colocando nosso agro em risco permanente: fertilizantes, irrigação, seguro, segurança genética, proteção jurídica aos agricultores, crédito sustentável, logística e comunicação com as sociedades consumidoras do Brasil? E o que faremos que o futuro já sabe e que precisamos trazer ao valor presente: a tecnologia do invisível!

Programas de agricultura familiar com cooperativismo gerando diversos IG’s indicações geográficas, denominações de origem, levando os “terroir” agrotropicais amazônicos do Brasil para as mesas e fast food do mundo.

E um plano estruturado para fazer da marca “Amazônia” o maior símbolo de respeito e amor do país com o mundo inteiro. Sem essa marca Amazônia não iremos obter reputação e credibilidade da Marca Brasil.

Estes pontos acima exigem serem esmiuçados e colocados como dever e responsabilidade do novo presidente da República. Fazer 40 anos em 4. E como “sub produto” deste planejamento iremos impactar, além do PIB do agro, o PIB brasileiro com certeza o elevando para próximo da casa dos US$ 4 trilhões no total. O Brasil merece.

Porém será impossível fazer isso com polarizações, divisões, uma guerra de uns contra os outros. O prof. dr. Ray Goldberg, criador do conceito de agribusiness nos anos 50, me disse numa de suas últimas entrevistas: “mensagem que deixo para os líderes, parem de dividir o mundo, o agronegócio não tolera divisões é feito de reunião de todos os seus elos, e quem pode reunir o mundo é o alimento com cidadania e compromisso com a saúde em todos os sentidos“.

Os outros, numa visão de mundo, podem ser o inferno, porém em outra forma de ver o mundo pode ser a cooperação que cria prosperidade para todos. É possível. Depende de quem e como lidera, o gestor, o líder estadista. Que a sociedade civil organizada entre no jogo.

José Luiz Tejon para o Agroconsciente.

 

Também pode interessar

Após a invasão da Praça dos 3 Poderes, em Brasília, recebemos centenas de manifestos de entidades do sistema do agronegócio repudiando os atos de 8 de janeiro último, com a preocupação na imagem do setor, pedindo que não ocorra uma generalização dos atos de vandalismo associados a agropecuária.
O mercado global Halal, produtos e serviços que seguem as leis islâmicas, compram apenas 7,4% de alimentos e bebidas do Brasil. US$ 190,5 bilhões é quanto o mercado Halal compra de bebidas e alimentos no mundo. E deste montante apenas US$ 14 bilhões é do Brasil, cerca de 7,4%.
O decreto 12.088, de 3 de julho de 2024, instituiu o Programa Nacional de Fortalecimento do Cooperativismo, do Associativismo e dos Empreendimentos Solidários da Agricultura Familiar. Esse programa, informa a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) “consiste na construção e articulação de várias ações integradas para o fomento, formação e capacitação de agricultores familiares e cooperativas”.
Temos um só presidente eleito e Lula, em seu discurso, afirma que “somos um só país, um só povo e uma só nação”. É muito importante que o agronegócio também seja um só.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite