CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Reunião ampliada do Mapa com entidades é fundamental. Incluir os clientes dos agricultores é vital

Publicado em 04/09/2023

Divulgação
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura.

Na semana passada o ministro Carlos Fávaro fez a segunda reunião neste ano com mais de 20 entidades do agronegócio.

Croplife, da indústria química e da genética. Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq/Sindimaq) da mecanização. Setor da saúde animal, o Sindan (Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para a Saúde Animal), sementes e mudas, ração. Entidades como a Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Industrializdas (Abiec), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Fórum Nacional Sucroenergético, Indústria Brasileira de Árvores (IBA), Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Sociedade Rural Brasileira (SRB), União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Viva Lácteos, enfim mais de 20 entidades com seus executivos compartilhando desafios e oportunidades comuns.

Recomendaria um convite para a ABIA, Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas que é o maior setor industrial brasileiro e o maior cliente dos agricultores do país, consumindo praticamente 60% do que produzimos na agropecuária brasileira. E também a Abras, Associação Brasileira dos Supermercados, o maior varejo do país com cerca de 95 mil lojas por onde diariamente passam 27 milhões de consumidores finais.

Para o enfrentamento sistêmico do desenvolvimento do agronegócio, que vai da semente até a mente dos consumidores de todas as cadeias produtivas, além dos elos do antes da porteira, insumos e tecnologias, do dentro da porteira, o setor produtivo, é necessário falar com os clientes dos agricultores e com os clientes desses clientes.

Na reunião, por exemplo também estava presente a Abraleite, Associação Brasileira dos Produtores de Leite, o Geraldo Borges, uma cadeia produtiva que neste momento vive um grande problema entre chegada a preços competitivos no consumidor final, versus custos de produção, competitividade e competição com fornecedores de outros países. Para tal desafio, sem o varejo, e a indústria brasileira envolvida não resolveremos os problemas estruturais.

O ministro Fávaro disse também que abrimos 41 mercados neste ano e podemos exportar, vender. Também outros pontos dessa reunião está na criação de plataformas de informação a respeito da rastreabilidade comum, e ângulos da sustentabilidade.

Ou seja, lentamente vamos caminhando para o que nos anos 50 foi revelado pelo prof. Ray Goldberg na Universidade de Harvard. Agribusiness é um sistema que se não for conectado e administrado da ciência até o consumidor final, passando pelo produtor rural, um elo desse sistema termina por prejudicar o que o antecede ou o que vem a partir dele.

Importantíssimo a reunião das entidades, que isso nos permita um plano estratégico integrando à sociedade civil organizada com governo, um plano de estado, de longo prazo.

Não desanimem, persistam, continuem.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão

 

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