AGROCONSCIENTE - Mulheres agroambientais: as vozes do novo mundo.
Publicado em 17/08/2026
Em 2 de outubro, no GAFFFF em São Paulo, haverá um palco dedicado a voz da mulher na liderança do agro mundial (WAWL – World Agribusiness Women Leadership). Resultado da pesquisa Marca Brasil em 26 países e estados brasileiros um filtro especial sobre a percepção das mulheres nessa amostra de 470 mil pesquisados apresentou 56% de mulheres. E os resultados são mais positivos para os pontos natureza, povo, turismo e agro; e mais críticos para os temas insegurança, liderança política e institucional.
Temos então uma síntese muito importante para as estratégias publicitárias do Brasil no mundo inteiro: as mulheres são as melhores emissoras para falar de Brasil com o mundo e as mulheres do mundo tem maior abertura positiva e de empatia com a marca. Ou seja, temos uma grande e poderosa síntese a instantaneidade que conecta emissores com público.
A mulher além de ser emissora com credibilidade atua também como decodificadora que amplifica a reverberação e a reputação da mensagem: diminui filtros que prejudicam a comunicação. Portanto, ao tratarmos deste mundo novo, agroconsciente, caminhamos em altíssima velocidade para um “sistema de saúde total” como sinônimo de alimentos, energia, fibras.
Somos obrigatoriamente exigidos na construção de uma cidadania global, como tão bem o Prof. Dr. Ray Goldberg (in memorian) explicitou na capa do seu último livro: “Food citizenship”. E isto tudo nos traz uma convergência de novas lideranças com um caráter inequívoco da cooperação, da harmonia, e da paz como nosso Prof. Dr. “Honóris causa” Roberto Rodrigues, também da mesma forma repete e enfatiza.
As líderes mulheres tratarão desse diálogo com empatia, responsabilidade, vigor comunicativo, empreendedorismo, resiliência e uma liderança que irá reunir os diferentes, virtude só possível quando compreendemos a missão e o dever do amor. Aperfeiçoamento inclusivo, ao contrário de destruição exclusiva. Filosofia evidente do cooperativismo para todos e não deixar “gente para traz“.
Ao retornar de Paragominas, no Pará, pude ver e sentir como líderes mulheres podem reunir desde ribeirinhos até grandes corporações internacionais, comunidades indígenas, assentamentos, famílias agrícolas, cooperativas, grandes empresas rurais, ONGs, setores públicos e mídias dando luz ao “lado brilhante da vida” (bright side of life) da evolução humana na terra. Uma legítima orquestração da sociedade civil organizada. A concha acústica no parque de Paragominas, patrocínio da Hydro, vale como poderoso amplificador das vozes da Amazônia para o mundo, e representa a união do complexo do agribusiness com o antes, dentro e pós-porteira das fazendas.
Com a produtora, líder Maxiely e com a pesquisadora da Embrapa Caroline, nascida ribeirinha e hoje com duplo doutorado na França, e com os olhares, mãos, abraços de um auditório cheio com o “rural delas”, só posso finalizar este artigo com esta frase: “A Amazônia será do tamanho do Brasil e o Brasil será do tamanho do mundo”. São as vozes reunidas das mulheres agroambientais.
José Luiz Tejon para o Agroconsciente.