CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Agronegócio “zero” no debate presidencial

Publicado em 17/10/2022

Divulgação
Candidatos Lula e Bolsonaro não falam de agronegócio durante debate

Com menções “en passant” como ajuda a pequenos produtores, agricultura ABC, pelo candidato Lula e desmatamento numa discussão de melhores índices pelo candidato Bolsonaro, o macro setor da economia nacional que impacta diretamente 30% do país não mereceu uma visão de planos e metas de crescimento para um próximo governo de 4 anos.

O crescimento do país, um compromisso de elevação do produto interno bruto brasileiro com metas e meios, necessariamente passa pelo crescimento dos atuais US$ 500 bilhões do agronegócio na soma total das cadeias produtivas do antes, dentro e pós porteira das fazendas.

Podemos perseguir nos próximos 4 anos um incremento de US$ 200 bilhões, atingir 400 milhões de toneladas de grãos, dobrar as exportações do setor de hortifruticultura; proteínas animais; atingirmos a autossuficiência no trigo, diminuir a dependência do fertilizante importado, investirmos num plano agroindustrial de agregação de valor, tanto nos setores da tecnologia no antes da porteira quanto nos alimentos, bebidas, fibras, ração.

Metas para realizar o Renovabio na área dos biocombustíveis bem como implementar o biogás rural nas propriedades da proteína animal gerando biofertilizantes, bioeletricidade e biometano. Oportunidades em todas as cadeias produtivas do A do abacate ao Z do zebu com agroindústrias incluídas, setor financeiro, comercial e estruturas logísticas engajadas, sem contar com os projetos de sustentabilidade com fundos internacionais.

Relações na diplomacia internacional para diversificar mercados e diversificar produtos brasileiros no mundo, bem como um compromisso com fome zero no Brasil além de participação protagonista do país nos compromissos do milênio de diminuir em 50% a fome no planeta. E ao falarmos de combate à desigualdade de renda, pobreza e fome no Brasil, considero incrível nenhum candidato mencionar ao longo de mais de 90 minutos de debates, não ouvir nenhuma vez a palavra cooperativismo, pois será o único modelo para incluir mais de 4 milhões de pequenos agricultores familiares hoje ainda fora da ciência e dos mercados, logo da renda. Cooperativas agroindustriais, crédito e todas nas demais áreas, agregando valor.

Quer dizer que a sociedade civil organizada se reúna para os planos e convocação dos governos, sejam eles quais forem . E que possamos esperar por ministros da agricultura que estejam acima da média dos seus governos, como Roberto Rodrigues no governo Lula e Tereza Cristina no Bolsonaro, só para ficar no curto prazo da história.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

O mercado global Halal, produtos e serviços que seguem as leis islâmicas, compram apenas 7,4% de alimentos e bebidas do Brasil. US$ 190,5 bilhões é quanto o mercado Halal compra de bebidas e alimentos no mundo. E deste montante apenas US$ 14 bilhões é do Brasil, cerca de 7,4%.
Estamos há um mês do 9º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio no Transamerica Expocenter dias 23 e 24 de outubro. O mundo vive uma urgência, emergência de lideranças que consigam unir ao invés de polarizar e dividir.
Hoje (30) a ABIA – Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas celebra 60 anos de existência e eu pedi ao presidente executivo da ABIA, o João Dornellas que nos mandasse a sua palavra aqui neste dia, dos 60 anos da ABIA.
The largest event bringing together the entire Agricultural and Veterinary input distribution sector in Brazil, will take place in August. It comes through a critical and strategic moment, as Brazil not only exports agribusiness products to the U.S. but also imports inputs from them, before they even reach the farm gates.  
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite