CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Presidente da Abrass diz que a semente de soja brasileira é confiável

Publicado em 30/01/2023

TCA
Gladir Tomazzelli, presidente da Abrass com Tejon

Ouçam abaixo a entrevista que fiz com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), Gladir Tomazzelli, que está, inclusive, visitando São Paulo. A soja é o maior item do agronegócio brasileiro e o que a soja tem a ver com a cidade? Tudo, porque ela está presente em tudo que a gente encontra aqui em nosso supermercado.

Tejon: Eu gostaria de perguntar ao Gladir Tomazzelli, da Abrass, da importância da semente dentro dessa cultura gigantesca, hoje a maior do país, da importância da semente produzida aqui no Brasil. Ela é brasileira, não é Gladir?

Gladir: “Eu gostaria de dizer, professor, que as vezes uma pessoa vai ao supermercado comprar uma carne, comprar uma dúzia de ovos, comprar um frango e as vezes muitas pessoas sabem que esses alimentos são produzidos com a produção agrícola, e com a soja, com a ração que é fabricada com a produção de soja, mas dificilmente as pessoas estendem esse pensamento até chegar na semente, que é onde tudo começa, não é? Então nós fazemos parte de uma cadeia de produtores, agricultores e que hoje pela evolução, pela necessidade de produzir mais, de conseguir colocar no mercado alimentos com custos acessíveis à população, é necessário que haja uma garantia para o agricultor de que ele possa produzir, que ele possa aumentar a produtividade e que o país possa aumentar a produção. Por isso existe essa organização, de papéis diferentes, como é o caso da produção de sementes. E a produção de sementes tem legalidade, tem legislação, atende a critérios, e normativas e é totalmente diferente, depois da colheita, ela é totalmente diferente de produção de soja para a indústria, ou digamos assim, da indústria de alimentos, porque é um grão com qualidade que sai da lavoura e se transforma em uma semente que vai voltar a produzir para voltar para a mesa do consumidor.”  

Tejon: Uma coisa que eu quero ressaltar muito aqui para os nossos ouvintes da cidade, recentemente o Brasil teve crise com relação a chegada de fertilizantes, dependência de fertilizantes, dependência de princípios ativos no setor da química, e a semente é vital e fundamental. Estamos seguro com a semente que gera tudo e começa na semente sempre. A semente brasileira é confiável?

Gladir: “Sim, professor, podemos certamente dizer que a semente brasileira é confiável, tanto que você vê nos números de crescimento da sojicultora brasileira e o responsável para levar a tecnologia, a biotecnologia, a proteção contra doenças, pragas invasoras, evolução técnica, evolução genética, aumento de produtividade, o responsável é a semente. Então por isso que é necessário que haja uma cadeia organizada, um setor organizado e que hoje não é apenas mais chamado como extensão da produção agrícola. Ele realmente é uma indústria, chamado de indústria de semente. E para a população é importante que se diga simplesmente o seguinte: é necessário que haja a terra, a luz, a umidade, e a semente. É possível colher sem a fertilidade, colhe-se muito pouco, colhe-se menos, não se desenvolve, mas a semente é o insumo e nós podemos considerar como o ativo mais importante dentro do contexto da produção agrícola”.

Tejon: Gladir Tomazzelli, presidente da Abrass, eu não tenho dúvida nenhuma. Isso que nós temos no Brasil de agronegócio é dependente de semente. Então sementes do Brasil são as coisas mais importantes que temos e com sustentabilidade e com todo o meio ambiente que vocês bem cuidam. Gladir, muito obrigado.

Gladir: “Obrigado professor Tejon pela oportunidade, sempre à disposição.”

 

Também pode interessar

Nesta semana no Conselho Superior do Agro (COSAG) da FIESP ocorreu a reunião do conselho que tratou de dois temas: o caminho verde e a conversão de pastagens, com Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)  e o tarifaço.
Vamos a Retrospectiva de 2025 e as visões para 2026. O ano de 2025 começou de maneira incerta. Aspectos duvidosos sobre o ambiente climático, sobre as relações conflituosas do mercado e comércio internacional, dúvidas com relação aos preços das commodities, custos dos insumos, enfim, uma série de incertezas na virada de 2024 para 2025.
Entrevistei um especialista, engenheiro agrônomo da Tera Ambiental, o Fernando Carvalho Oliveira, que se dedica ao campo da nutrição vegetal, fertilizantes orgânicos compostos ao longo dos últimos 20 anos.
Estou no Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV) e conversei com o Nilto Mendes, gerente da Croplife, que reúne as companhias na área da genética e defensivos agrícolas e ele falou sobre um tema muito importante que é o combate à ilegalidade.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite