CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Embrapa Arroz e Feijão coloca o país no domínio da segurança genética. “As boas obras brasileiras superam as nossas besteiras”.

Publicado em 14/06/2024

Divulgação
Elcio Guimarães, chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão.

Em meio a um festival de besteiras envolvendo a situação do próprio arroz com a tragédia no Rio Grande do Sul e a insensatez de uma péssima decisão querendo transformar o tema numa mal pensada propaganda oportunista, recebemos pela outra mão, pela mão dos brasileiros que criam superando aquelas que destroem, uma notícia espetacular para o Brasil.

O chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Elcio Guimarães, nos trouxe o resultado das pesquisas conduzidas pelo analista pesquisador Márcio Vinícius Cortes de uma patente que impacta todo agro brasileiro. Significa dizer que alcançamos o estado superior da arte do melhoramento genético que permitirá ao Brasil evoluir suas sementes, nossa agricultura, através da edição gênica com benefícios desde plantas resistentes a doenças, pragas, com maior oferta de energia, proteína, mais nutrientes para os seres humanos e também permitindo a velocidade na criação de plantas adaptadas as mudanças climáticas em cada bioma.

Se trata do primeiro depósito de patente da Embrapa relacionado a CRISPR - “métodos, sistemas de edição de genes e construções gênicas para aplicação dessa tecnologia em fungos filamentosos”.

Vamos ouvir abaixo o chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Elcio Guimarães.

“A Embrapa Arroz e Feijão acaba de depositar junto ao Inpe o pedido de uma patente para sistemas de edição gênica e construções gênica usando a ferramenta CRISPR em fungos filamentosos. Na prática isso significa que, e isso está descrito na patente, nós poderemos fazer edição gênica ou editar geneticamente uma diversidade de fungos filamentosos que estejam relacionados ao crescimento, ao controle biológico, a promoção do crescimento de plantas e com isso gerarmos produtos ou microorganismos, no caso fungos, que são geneticamente melhores. Consequentemente isso vai permitir o desenvolvimento de produtos biológicos mais eficientes e mais dirigidos aqueles problemas que nós selecionemos como alvos para a nossa pesquisa futura. Esse trabalho foi desenvolvido pelo analista da Embrapa Arroz e Feijão, o Márcio Vinícius Cortes e coloco o Brasil e a Embrapa na dianteira em relação ao uso da genética e dessas ferramentas biotecnológicas aplicadas ao setor agrícola brasileiro”.

 

Também pode interessar

Desde o plano de valorização do café, no início do século XX, até hoje essa é a constatação. A tecnologia é ciência aplicada e tudo o que temos de insumos, mecanização, softwares de gestão da moderna agropecuária são disponibilizados para produtores rurais por empresários empreendedores locais ou internacionais, sob iniciativa e risco capitalista, ao lado dos centros avançados brasileiros educacionais onde contamos com universidades reconhecidas no mundo inteiro e centros de pesquisa tropicais. E um valoroso trabalho do Sebrae, Senar, Sescoop, Senai, Sesc, o sistema S.
Circula nas redes sociais vídeo associando Máquinas Agrícolas Jacto e seu mais alto dirigente hoje, Ricardo Nishimura, neto do fundador Shunji Nishimura, ao patrocínio de ônibus, camisetas, cem reais para cada um, e até no vídeo um manifestante diz: “Grupo Jacto que Deus o abençoe“.
Falo aqui de Mariópolis, Paraná, no evento Safra Forte da Camisc, onde obtivemos ótima análise da situação das tendências agrícolas e também dos riscos para a nova safra. Após cinco feiras agropecuárias no primeiro quadrimestre do ano observamos a tendência ao crescimento do setor neste ano, como observamos na Expodireto da Cotrijal no Sul, na Show Rural no Paraná, Tecnoshow, em Goiás, e nesta semana na Expozebu de Uberaba (MG) e Agrishow Ribeirão Preto, em São Paulo.
O Brasil tem uma exportação na casa de US$ 3 bilhões em vendas para o Irã, que hoje é o principal destino do milho brasileiro. Oriente Médio é um importantíssimo mercado para o Brasil e o Irã está na 5ª posição atrás dos Emirados Árabes Unidos, Egito,Turquia e Arábia Saudita. Milho e soja mais de 87% e fazemos importações não grandes do Irã, mas fundamentalmente de fertilizantes, lembrando a dependência quase que total ainda deste insumo de importações.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite