CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Argentina o 3º principal parceiro do comércio brasileiro, tango & samba

Publicado em 19/12/2022

TCA
Argentina é tricampeão mundial

Agora Argentina é tricampeã mundial, parabéns, e consagra mais uma vez a eterna camisa 10, e vale aqui um momento agroconsciente para olharmos a dimensão deste vizinho que tem grande importância nas relações comerciais brasileiras, tanto nas nossas importações, como nas exportações. Enquanto Mercosul, significamos os dois países reunidos o comando central para andamentos do acordo com a União Europeia.

A Argentina é um dos 5 maiores do mundo em soja, milho, semente de girassol, limão, pera e erva mate. Um dos 10 maiores do mundo em cevada, uva, alcachofra, tabaco e algodão. No trigo está entre os 15 maiores produtores mundiais e o maior na América do Sul, com cerca de 14 milhões de toneladas, enquanto no Brasil estamos agora atingindo perto de 10 milhões de toneladas do cereal.

Na pecuária, a Argentina está também entre os 4 maiores do mundo na produção de carne bovina, atrás somente dos Estados Unidos, Brasil e China. Também na Argentina é muito forte no agronegócio do mel, lacteos, ovos, lã. A sua logística é forte através dos rios, La Plata até o Porto de Santa Fé, atingindo o rio Paraná.

Compramos mais do que vendemos no comércio total com a Argentina, no agro ainda não pela forte importação do trigo. Porém há uma visão estratégica significativa para olharmos, como bloco Mercosul e como iniciativas de estado que os dois países podem realizar juntos. Além de uma integração de um agro tropical com o de clima temperado.

O Brasil e a Argentina significam 63% do território da América do Sul, somam juntos 62% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente sul americano, e quando olhamos os números das relações comerciais país a país, uma curiosidade importante tanto para a Argentina como para o Brasil, significamos o 3º principal parceiro de negócios. Em primeiro lugar para ambos os países, China, em segundo Estados Unidos da América e em terceiro, Argentina para o Brasil, e Brasil para a Argentina.

A situação de inflação na Argentina é grave, previsão 94,1% no ano, desvalorização da moeda também 23,1%, mas parece mesmo que tango e samba tem algum elo indissolúvel, pois com todas as crises o comércio bilateral cresce, e o potencial para crescer é extraordinário se tivermos bom senso nas relações entre os dois estados e nas negociações do acordo União Europeia/Mercosul.

Mas por que tango tem a ver com samba? O tango mais incrível na minha opinião, tocado no mundo, em filmes de Hollywood como “Perfume de Mulher” com Al Pacino, “A Lista de Schindler”, “The Godfather 1”, por exemplo, é “Por Una Cabeza”, dos autores Carlos Gardel e Alfredo Le Pera e onde nasceu Lê Pera? No bairro do Bixiga, em São Paulo, onde é a sede da nossa escola de samba Vai Vai.

Portanto , tango com samba, Brasil e Argentina, há muito potencial para realizarmos juntos, mas não adianta na bola, Pelé o maior.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

São agricultores que criaram e comandam a Limagrain francesa e fazem isso para sua segurança estratégica. Após o Salão de Agricultura de Paris, monumental com 7 pavilhões, encontramos o que podemos dizer significar uma gigantesca revolução científica no agronegócio, a pesquisa genética. As sementes são e serão o código essencial de todo sistema do agronegócio desde os solos até os pratos, desde a terra até a vida. E significam meio ambiente e saúde em todos os sentidos. Ė invisível, porém é a seguranca genética.
O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, e o cliente chinês compra cerca de 60% do comércio brasileiro da carne bovina. Se o mercado voltar a fluir  a arroba sobe, e a cadeia produtiva se reequilibra.
Nos anos 70 a soja não passava de “comida alternativa de hippies”. Um suíno era um “porco piau”, frango coisa do galinheiro no quintal. Etanol um sonho distante no Pró-álcool. Milho uma lavoura de pobres com baixíssima tecnologia. Plantio direto considerado coisa do “alemão louco Bartz e do Frank”. As cooperativas ninguém as imaginaria como, um dia, virem a ser o maior sistema econômico financeiro de inclusão social no país.
Sobre as “trumpalhices” do atual governo dos Estados Unidos, a maior economia do planeta, conversamos com um brasileiro que teve uma experiência única numa ação contenciosa com os EUA na Organização Mundial do Comércio na questão do algodão, e saímos vitoriosos, é o Pedro de Camargo Neto que foi presidente da Sociedade Rural Brasileira, presidente da Fundepec,  agricultor, pecuarista, foi secretário de produção e comercialização do Ministério da Agricultura,  e o único brasileiro citado no livro americano “Food Citizenship”,  alimento e cidadania numa era de desconfianças.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite