CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Biogás e biometano motivam ministro do meio ambiente Joaquim Leite. Nasce a perspectiva de uma nova fazenda brasileira em 2022.

Publicado em 09/02/2022

Divulgação
MWM e AUMA juntas no biogás.

Estou em Patos de Minas no início de um forte movimento da implantação de biodigestores nas propriedades rurais da proteína animal, cujos dejetos são processados e transformados em energia elétrica, e também no combustível biometano.

Neste dia duas empresas se reuniram a Auma Energia com a MWM Motores e Geradores para lançar um modelo que permitirá a todos os produtores rurais incorporarem autosuficiência em energia elétrica e ao mesmo tempo substituir os veículos movidos a combustível fóssil pelo biometano, originado do biogás.

A MWM está lançando aqui um gerador pequeno movido a biogás, possibilitando que pequenos produtores façam seu gás natural renovável, cuja ideia encantou o ministro do meio ambiente Joaquim Leite.

Temos no mínimo 1 milhão e seiscentas mil propriedades rurais de pequenos produtores, por exemplo, na produção de leite, cujos dejetos além de não emitirem gás carbono para a atmosfera podem retirar os gases efeito estufa, transformando lixo em riqueza para aumentar a rentabilidade dos pequenos produtores bem como produzir alimentos sustentáveis e saudáveis.

Eduardo Luzzi, presidente da MWM, em reunião com o ministro do meio ambiente falando dessa perspectiva para o agro nacional, fez com que o ministro pedisse uma análise inicial de como o governo poderia incentivar e estimular essa excelente iniciativa, onde todo setor pós porteira das fazendas, frigoríficos, agroindústrias e laticínios se interessarão em viabilizar.

Além do setor rural propriamente dito, empresas que coletam restos dos supermercados em São Paulo também iniciam um movimento de criar seus biodigestores, processar essa massa que iria virar lixo, e com isso gerar biogás e biometano.

Para um produtor de suínos médio, o biogás diminui pela metade suas despesas de eletricidade, com biometano irá diminuir da mesma forma sua despesa com as máquinas e veículos, e isso tudo ainda gera fertilizantes excelentes para as suas lavouras, ou mesmo para vender para o mercado.

As indústrias de alimentos e bebidas engajadas no movimento ESG, meio ambiente, responsabilidade social e governança, precisam ser sustentáveis numa gestão de economia circular. Ou seja, desde a originação nos campos, das carnes, ovos, e do leite. E isso vai exigir transporte com combustível de gás natural renovável, exatamente produzido pelos produtores rurais doravante.

Nasce uma nova fazenda, um novo fazendeiro. Produtores de energia limpa e renovável transformando dejetos, restos, esterco, lixo em saúde ambiental e lucratividade empresarial.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Tema fascinante, desenvolvimento da agricultura em uma megacidade como São Paulo. Já vi em vários lugares do planeta, Paris onde a gente acompanha lá com a nossa universidade e Tirso de Salles Meirelles aqui, o presidente da Faesp, que é a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, ao lado do Senar, tem algo muito importante a nos dizer sobre isso. E considero importantíssimo sobre o ponto de vista econômico, social e de saúde também aqui para a nossa cidade. Muita gente pensa agricultura no Interior e perguntei ao Tirso Meirelles mas como é que é esse negócio aqui na capital paulista?
Na previsão de especialistas poderíamos em 7 meses iniciar a produção nacional, com o princípio ativo ifa, para 400 milhões de unidades e nunca mais terminar esse processo.
Tenho comentado no Agroconsciente que o Brasil tem hoje uma posição internacional muito sólida, inclusive com relação aos ataques de tarifaços. Neste exato momento o governo Trump aumenta a cota de importação de carne bovina em função da necessidade de abastecer o mercado interno americano.
Começa neste sábado (26) a celebração de 90 anos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), a genética animal que significa 80% da pecuária nacional no gado Gyr, Guzerá, Nelore e cruzamentos com outras raças. Começou com um pioneiro herói Celso Garcia Cid em torno de 1940 importando os primeiros zebus da Índia. Aqui foram tropicalizados e hoje nesta Expozebu, em Uberaba Minas Gerais, nos transformamos na capital mundial do zebu, e exportamos genética brasileira para a própria Índia.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite