CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - No Panamá lideres agro América Latina discutem o futuro

Publicado em 05/11/2025

Divulgação
Seminário Executivo LATAM 2025

Estou no Panamá a convite da Agroceres PIC no seminário executivo LATAM 2025. Executivos do agro de 15 países, incluindo Estados Unidos, debatem o cenário global; a inteligência artificial aplicada; o poder da comunicação e a preparação para o futuro.

Conversei com essas lideranças, e aponto cinco aspectos cruciais e fundamentais para os próximos 10 anos no agronegócio:

1 – Velocidade exponencial da ciência, em ângulos como edição gênica que irá dotar animais e plantas de defesas próprias contra doenças. Pig Improvement Company PIC aprovou com FDA – Agência Reguladora de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos; suínos com autoproteção de doenças como a PRRS, um vírus da síndrome reprodutiva respiratória que afeta a suinocultura no mundo inteiro.

2 – Em paralelo a ciência da edição gênica em animais e plantas o desafio global número 1 está na segurança sanitária. Doenças desenvolvem vírus, se adaptam a novas situações ambientais e os pesquisadores consideram isso uma guerra permanente e que exige cada vez mais uma orquestração mundial para vencermos os vírus.

3 – Sobre a condição atual dos negócios na América Latina há uma posição positiva, com mercados internos e mesmo as exportações. O tarifaço, apesar do incômodo, não significou um dano, e ouvi expressões como dos mexicanos de que estão vendendo mais para o mundo agora do que antes.

4 – A comunicação passou a ser decisiva consideraram todos, pois a desinformação e fake news representam o maior problema para o agro em função do seu uso político e também de movimentos que terminam por atacar a ciência e o agronegócio. Sustentabilidade e bem-estar animal, como a criação da ABBEA – Associação Brasileira do Bem-estar Animal no Brasil, fazem parte da liderança para o futuro.

5 – E a quinta observação foi que os produtores do agro mais furiosos com o seu governo são exatamente os norte-americanos, pela péssima condição das negociações de Trump com a China e a Ásia, pela ajuda a Argentina no mercado da carne bovina, e pela guerra aos imigrantes impactando mão de obra rural também.

O mundo segue, mas com muita desconfiança hoje das lideranças políticas mundiais, o que está conduzindo corporações e produtores rurais a se reunirem mais para planos da própria iniciativa privada.

E vamos ver o Canal do Panamá, por onde metade do fluxo do comércio cruza nos navios, e que os panamenhos têm gigantesco orgulho.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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