CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Brasil, por que não carbono negativo, acima de neutro?

Publicado em 10/08/2022

Divulgação
Embaixador Rubens Barbosa

Os próximos 50 anos não serão mais os mesmos dos últimos. Uma transformação revolucionária reunindo nano informações que consegue saber que a velocidade da rotação do planeta terra diminuiu em milésimos de segundo, onde pesquisadores geneticistas descobrem genes já existentes nas plantas que as permitem crescer mais de 50% a produtividade na mesmíssima área, e onde o negacionismo da mudança climática do planeta tendo como efeitos também a causa humana não pode mais ser contestada, exatamente neste cenário temos a oportunidade de todos os séculos para o Brasil.

O embaixador Rubens Barbosa, além de presidente do Conselho da Abitrigo, Associação Brasileira da Indústria do Trigo, promovendo com ênfase a busca da autossuficiência nesse cereal vital, e também presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior e membro da Academia Paulista de Letras, ontem no Estadão (página A5) coloca luz, bom senso e inteligência na questão do meio ambiente e da política externa.

Nas palavras do embaixador Rubens Barbosa, “pela primeira vez na história o Brasil ocupa posição de visibilidade e influência na mais importante e estratégica questão global para o futuro da humanidade”.

Na mesma linha o presidente da Embrapa, Celso Moretti, inclui mudança climática como um dos quatro fatores essenciais, doravante, ao lado de sustentabilidade, digital, e biotecnologia.

Há um livro que recomendamos aqui no Agroconsciente a respeito desse tema que pode viabilizar um gigantesco e significativo crescimento do PIB brasileiro dando tangibilidade à econômica circular e ao mercado do carbono: “Diplomacia Ambiental” que pode ser acessado por meio do ebook no portal Interesse Nacional.

A partir de 2023 mudança climática e sustentabilidade entrarão no centro da política externa e será fator crítico de sucesso para acessarmos mercados e consumidores mundiais. Não apenas para vendermos, mas também para estabelecermos acordos de trocas científicas e tecnológicas inovadoras com todos os demais centros de pesquisa do planeta.

No campo das sementes, da genética, da biotecnologia, a revolução será a um nível de precisarmos cada vez de menos terras, obtendo produtividade exponencialmente superior as atuais, e também com sementes que já tragam dentro de si os ingredientes conectados a saúde humana e dos animais.

Agronegócio do futuro será chamado de um sistema de saúde, em todos os sentidos, e caminha para ser um legítimo complexo de agrocidadania.

Onde em megalópoles como uma Grande São Paulo, a agricultura vertical e local serão decisivas para a saúde ambiental e humana dos seus habitantes. Mais do que carbono neutro ou zero, por que não o Brasil uma sociedade de carbono negativo? “Imagine”, como cantava John Lennon, “But I’m not the only one”.

E o embaixador Rubens Barbosa não é o único a dizer, “o Brasil está de volta e trará contribuições para a formação do mercado global do carbono”, e o metano negativo? Sem dúvida transformando lixo em luxo da bioenergia limpa, se tivermos foco temos uma oportunidade como nunca na nossa história. Não podemos dispersar. O agro precisa ser consciente.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

The BRICS Summit is currently taking place in Rio de Janeiro, focusing on environmental challenges, artificial intelligence, trade, and tariffs. However, there seems to be a notable oversight regarding a crucial regenerative foundation for the world today: food security, energy security, social stability, environmental sustainability, and climate change.
O Instituto Millenium, uma entidade sem fins lucrativos e vínculos político-partidários, fez uma análise do setor do agronegócio e revelou que o setor vem ganhando cada vez mais espaço na economia brasileira, mesmo com a queda de 4,6% no PIB no ano passado.
Estou no Mato Grosso, em seminário de suinocultura, e tenho aqui a presença de um analista econômico admirável, extraordinário, que é o Alexandre Mendonça de Barros da MBAgro. Perguntei a ele sobre Trump, sobre o dólar estar R$ 6,00, sobre as carnes, e pedi uma conclusão e uma síntese sobre esses temas.
Negócios, negócios e governos fazem parte. As relações hoje das cadeias de suprimentos têm uma gigantesca interdependência pois resultam de algo absolutamente natural, as vocações e os talentos diferenciados de cada geografia econômica e sociológica.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite