CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, promove Show Rural Inverno de olho no trigo

Publicado em 08/08/2022

Divulgação
Dilvo Grolli, presidente da Coopavel

Temos forte dependência do trigo importado no Brasil. Somos o 2º maior importador do mundo. Uma cultura de inverno que ficou acomodada nas importações. Um déficit de 4 milhões de toneladas de trigo anuais, onde o preço do pãozinho de março até aqui subiu de 12% a 20% dependendo da padaria. A farinha de trigo subiu em média nos últimos 30 dias entre 20% e 23%. Algumas padarias informam que a alta foi de 40% na farinha.

A crise elevou o trigo no mundo todo, e a guerra Rússia e Ucrânia, dois grandes produtores, agravou ainda mais os preços e a oferta deste nobre cereal. Não só do pão nosso de cada dia, mas como era o nome antigo das cervejas, o pão líquido. Também somos importadores de cevada.

Perguntei ao presidente dessa cooperativa de Cascavel, uma das mais importantes do país, como via a produção do trigo agora e qual sua estimativa, quantos anos para nos tornarmos autossuficientes?

Aqui vai a opinião do presidente da Coopavel:

“O Brasil, em 2022, tem uma previsão de colheita de 9 milhões e 130 mil toneladas de trigo, mas a nossa demanda é em torno de 13 milhões de toneladas. Então nós temos um déficit em torno de 4 milhões de toneladas. E se nós continuarmos crescendo, como nós crescemos em 2021 para 2022, e agora em 2022 nós estamos tendo a safra recorde em toda a história da triticultura no Brasil, dentro de 4 ou máximo 5 anos, o Brasil estará autossuficiente em trigo gerando renda na propriedade, agregando valor na cadeia do trigo para toda a sociedade brasileira, desde o produtor rural seus colaboradores, toda a logística, toda a área dentro das indústrias, a comercialização, na panificadora, em todos os setores da economia. O trigo é um produto que tem condições de crescer no Brasil e se tudo der certo dentro de 4 a 5 anos teremos, então, autossuficiência na produção de trigo.”

Então em 4 a 5 anos poderemos ser autossuficientes em trigo, mas eu gostaria de aproveitar a iniciativa da Coopavel que nos próximos dias 23, 24 e 25 agosto estará realizando o Show Rural Coopavel Inverno, com ênfase no trigo, na cidade de Cascavel.

Por que não um movimento nacional para o trigo, o produto que está mais presente na alimentação do brasileiro de todas as camadas sociais e em cada canto do país?

Podemos produzir trigo também no Cerrado, e minha aposta seria de em 4 ou 5 anos estarmos exportando trigo, e incluindo este nobre cereal na cesta dos demais produtos onde somos líderes, mas que isso venha com agroindustrialização, ciência e tecnologia.

Como aliás é a proposta desse evento 23/24/25 de agosto na Coopavel em Cascavel, onde serão apresentadas cerca de 29 novas variedades de sementes.

De novo, Agroconsciente. Planejamento estratégico do agro brasileiro, oportunidade para dobrar de tamanho e impactar fortemente e de maneira positiva o PIB nacional. Trigo da dependência para a autossuficiência e para o comércio mundial.

Dilvo Grolli, Coopavel, parabéns! Chega de problemáticas, vamos para as solucionáticas.

No mês de setembro em Foz do Iguaçu, a Abitrigo – Associação Brasileira da Indústria do Trigo realizará seu grande evento, com o embaixador Rubens Barbosa no comando. Quem sabe aí, o local ideal para uma meta de 20 milhões de toneladas de trigo em 5 anos.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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