CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia, fala dos projetos em andamento

Publicado em 23/07/2021

Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia

No Agroconsciente desta sexta-feira (23) conversei com Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia, criado em setembro do ano passado, que teve início com uma captação de R$ 250 milhões. Desse total, R$ 56 milhões já estão sendo investidos em seis projetos, três de cadeias e três estruturantes.

Esse fundo não tem fins lucrativos e conta com um time de Sustentabilidade e de Operação e Controle, além de receber apoio dos Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo (formado por diversas personalidades do país conhecedoras da Amazônia) e um Comitê Técnico (responsável por selecionar projetos), todos independentes.

Os objetivos do fundo são norteados em três pilares: conservação, desenvolvimento de comunidades da bioeconomia e ciência e tecnologia. As metas são audaciosas, até 2030 o fundo pretende ter em caixa R$ 1 bilhão.

Para conhecer todos os detalhes de como participar e dos projetos acesse: https://fundojbsamazonia.org/

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Na semana passada a ministra Tereza Cristina, em Luís Eduardo Magalhães no oeste da Bahia, numa teleconferência participando da abertura nacional da colheita disse: “o ouro do agro brasileiro vai ser cada vez mais respeitado, mostrando a qualidade e a sustentabilidade que nossos produtores plantam e colhem a soja para nosso consumidor brasileiro, mas também para muitos países que usam e necessitam cada vez mais do ouro brasileiro”.
Conversando com líderes no estado do Paraná, observei por exemplo a diminuição do preço da saca do milho. Era antes da crise cerca de R$ 30 uma saca de 60 kg. Chegou a R$ 90 e agora baixou para cerca de R$ 75 e ouvi de lideranças como a de José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho da Coamo, a maior cooperativa do país: “agricultor as vezes termina vendendo na baixa, por esperar preços impossíveis e tem prejuízo”.
Radicalismo, ódio, extremismo nunca deu liga com o Brasil. O Brasil não é perfeito. Como nada na terra é. Temos muito para aperfeiçoar, inclusive nas relações humanas e também em preconceitos. Porém se tem um que não pega aqui, nunca pegou e jamais pegará é o de imaginar ódio de sangue entre brasileiros por ilações místicas, ideológicas radicais. Brasil nunca foi comunista e muito menos nazista ou fascista.
Mudar sempre foi dolorido. Imagino nossos antepassados saindo de suas casas como imigrantes para um desconhecido tropical. O Brasil é feito de quase todos os povos do planeta. Aqui nos adaptamos e criamos uma sociedade “considerada improvável” tropical. E agora já estamos e vivemos uma jornada inexorável para um planeta que será governado obrigatoriamente por uma lógica da governança sustentável.
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