CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Guerra na Europa e a situação do agro brasileiro

Publicado em 25/02/2022

TCA
Um guerra imprevisível e inimaginada começou

Sempre que alguém me diz ser algo impossível, mais eu desconfio da sua total possibilidade. Então aí está. Finalmente uma guerra imprevisível, inimaginada, mas começou. O Le Monde, aqui da França, comenta que de um lado temos o presidente da Ucrânia Zelensky, um ex-comediante inexperiente, e do outro Putin na Rússia, ex-KGB, altamente experiente em repressões e conflitos.

Mas e aqui o lado do agro como fica? Conversando com dirigentes de tradings aqui da Europa a resposta deles é uma só: quem tiver produção e alimentos para vender, ótimo! Sofrível quem precisar comprar. Importante para nossos ouvintes compreenderem quem é a Ucrânia no mundo do agronegócio. É o maior país com terra agricultável da Europa, cerca de 100 milhões planas e férteis. No Brasil nossa agricultura está em torno de 70 milhões de hectares.

Primeiro exportador de óleo de girassol do mundo. Segundo maior produtor de cevada do planeta.Terceiro maior produtor de milho.Quarto maior de batatas. Só de trigo são mais de 17 milhões de toneladas. Enfim, a Ucrânia é considerada celeiro do mundo e tem capacidade de alimentar 600 milhões de pessoas.

E além disso, minérios, titanium, urânio, fertilizantes. Portanto, falamos de uma região no leste europeu com a maior perspectiva de contínuo crescimento no agronegócio mundial e alvo de interesses de todas as grandes companhias.

O início da guerra já impactou o preço do petróleo, ouro, já fez subir em mais 17% o preço do trigo..a soja já disparou em Chicago, mais de 70 pontos ultrapassando US$ 17 por bushel. E da mesma maneira aumenta o preço do óleo e do farelo. Vai aumentar tudo!

E com a infelicidade das condições climáticas, aqui no Brasil estaremos deixando de colher mais de 20 milhões de toneladas de grãos também neste ano. Que pena que não fizemos um plano estratégico emergencial desde fevereiro de 2020 para incorporar milhões de hectares de terras degradadas que temos no país, agricultáveis, sem arrancar uma só árvore. Assegurar 300 milhões de toneladas de grãos seria fundamental para o Brasil. Conab estima 271 milhões e outras entidades menos, 260 milhões.

Na guerra, as commodities disparam, assim como os custos também. Perderemos todos. Que esse conflito de origem milenar no império russo termine e não se espraie para o resto da Europa. A juventude russa e ucraniana querem paz, não guerra.

Au revoir Eldorado, Brasil!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Só podemos saber isso, de fato, com a estrutura de uma pesquisa junto a diversas nações do mundo. E a partir dessa investigação, comparar com a própria percepção existente dentro da sociedade brasileira. E a partir de um estudo estruturado desses poderemos alinhar a condução dos negócios originados nos alimentos, energia, fibras, meio ambiente, a natureza brasileira.
Conversando com líderes no estado do Paraná, observei por exemplo a diminuição do preço da saca do milho. Era antes da crise cerca de R$ 30 uma saca de 60 kg. Chegou a R$ 90 e agora baixou para cerca de R$ 75 e ouvi de lideranças como a de José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho da Coamo, a maior cooperativa do país: “agricultor as vezes termina vendendo na baixa, por esperar preços impossíveis e tem prejuízo”.
“Nada na vida é para ser temido, apenas compreendido. Agora é a hora de compreender mais, para temer menos”, Marie Curie. Estamos em um instante agressivo de polarizações mundiais, opostos radicais vociferando uns contra os outros e, pronto, aí temos Trump, Putin, Xi, só para mencionarmos três macro líderes com gigantescos impactos globais, e todos eles com poderosas armas atômicas, o que nos fez trazer a cientista Marie Curie, física e química polonesa, naturalizada francesa que, em 1903, ganhou o Nobel da Física e, em 1911, o Nobel da Química. Ela foi a primeira mulher a se tornar professora na universidade de Paris, tudo isso pelos seus estudos e descoberta da radioatividade.
O texto abaixo é de excelente conteúdo e recomendo a leitura! Sobre o Brasil ser protagonista na produção sustentável e abastecimento global de alimentos. É do amigo e consultor de Gestão Estratégica e Negócios, Cultura de Alta Performance, Governança e Sucessão no Agronegócio, Robert Sícoli Petty, da ISAE - Petty Soluções Empresarias 
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