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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Fábio Feldmann fala no Agroconsciente como a polarização política atrapalha o agronegócio

Publicado em 03/12/2021

Divulgação
Fábio Feldmann

Após um resultado extremamente negativo do PIB brasileiro, sendo o clima o grande vilão das perdas no agronegócio, eu, Haisem Abaki e Carolina Ercolin entrevistamos Fábio Feldmann, um dos maiores especialistas em meio ambiente, o primeiro presidente da SOS Mata Atlântica e articulador da campanha de despoluição do rio Tietê.

Em sua entrevista para o Jornal da Eldorado, ele enfatiza como a polarização política inibe o debate, explicando que os polos extremos ficam confinados nas suas posições e dificilmente se estabele uma agenda comum para o Brasil. Ele fala também da importância do setor empresarial fazer sua parte e adotar práticas desejáveis e o ESG e de que a sociedade precisa cobrar dos políticos nas próximos eleições programas de governo sustentáveis e que tenham ações eficazes para o respeito e à melhoria do meio ambiente.

Ouça a entrevista completa no podcat abaixo.

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Estamos no Salão Internacional de Agricultura de Paris. Um mega evento no parque de exposições de lá “Porte de Versailles”. E aqui ocorre um total foco político da França, e um verdadeiro “l’amour pour agriculture”. O presidente Macron declarou apoio total aos agricultores franceses e criou um tema emblemático: “pour une souverainete alimentaire”. Por uma soberania alimentar.
Existem pessoas que vivem suas existências com a profunda convicção de serem os “credores” do universo. O mundo está em permanente dívida com eles. Desde os pais, as suas casas da infância, na escola, nas profissões. Os amigos estão sempre em dívida, a família também. Os colegas de trabalho devem, as empresas onde trabalham são da mesma forma devedoras desses “credores universais”.
O Brasil aprendeu a ser o país do E muito mais do que do OU. E aprendemos isso graças as nossas próprias condições muito difíceis tropicais, onde as práticas consagradas da agricultura de clima temperado não funcionam. Dessa forma desenvolvemos o Açúcar E o Etanol, e agora também E o biometano E eletricidade, e vem por aí só para ficarmos no ramo da cana-de-açúcar E derivados de 2ª geração para a saúde humana.
Estou em um evento do Cosag – Conselho Superior do Agro, na Fiesp, e acompanhei uma apresentação muito positiva do Luís Rua, secretário do Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (MAPA). Estamos em um momento de tarifaço. Portanto, é a bola da vez e perguntei a ele quais as ações que estão sendo tomadas, como estão agindo, e deixando aqui uma lembrança dos adidos brasileiros que precisam ter muito apoio.
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