CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Henry Kissinger, Pedro Malan, José Roberto Mendonça de Barros, Roberto Rodrigues: se escutarmos os sábios o agro brasileiro 23/24 nos levará ao futuro

Publicado em 12/06/2023

Divulgação
Henry Kissinger

Henry Kissinger, diplomata considerado um dos mais sábios americanos na visão estratégica planetária teve seu pensamento relatado no Estadão de 20/5/2023, e nele oferecia três segredos para lideranças e candidatos à líderes.

Muito oportuno neste momento de desgovernança, onde o agronegócio tem uma missão que a curto prazo, 2023/24 será a principal base salvadora do país. Por isso vamos refletir nesses sábios conselhos.

O primeiro é: “identifique onde você está” como na piada de um perdido num balão grita para um no chão: onde eu estou? E o de baixo diz eu estou aqui e você aí.

Não resolve nada. Então estamos em um agronegócio onde tem sido a agropecuária, o dentro da porteira, que tem salvo a economia brasileira e nos deixando respirar.  José Roberto Mendonça de Barros, no Estadão de 11/6/2023, escreve: “graças a agropecuária no primeiro trimestre deste ano elevamos nossa previsão de um PIB neste ano corrente de 1% para 2,1%”. Produtividade é a diferença.

Ou seja, a curto prazo estamos dependentes, com gigantesca ênfase no dentro da porteira, da agropecuária propriamente dita. Isso significa cair na real, saber onde nós estamos.

Aí vem o 2º conselho de Henry Kissinger: “defina objetivos capazes de agregar as pessoas e que sejam enunciáveis”. Nesse caminho outro colunista do Estadão, 11/6/2023, Roberto Rodrigues aborda o quão vital é termos uma agenda positiva. Ele diz: “é preciso ter união para ajudar o Ministério da Agricultura a montar uma agenda positiva”. Em outras palavras, quer dizer: precisamos como nunca, para o bem do país inteiro, ter um Plano Safra robustíssimo, pois as commodities caem de preços no mundo, os custos internos continuam altos, temos riscos sérios com o clima em ano de El Niño, necessitamos de equalização de juros, armazenagem, seguro rural, bioinsumos, bioeconomia, e todos no país precisam entender que confiança e segurança aos produtores rurais é vital, para que tenhamos uma safra crescente, com proteína animal. Isso será a base concreta para todos os demais planos e projetos de todos os ministérios e setores empresariais do Brasil.

A curto prazo só a agropecuária nos salva. Agregar pessoas para um foco estratégico. E aí partimos para o 3º conselho do sábio Henry Kissinger: “Ligue tudo isso aos seus objetivos domésticos”, onde Pedro Malan também no Estadão de 11/6 explica: “dependemos fundamentalmente da capacidade de mostrar a si próprio a região, ao país e ao mundo que somos capazes de equacionar nossos numerosos problemas”.

Desta forma cabe definitivamente aos líderes do complexo sistêmico do agronegócio brasileiro, integrando o público com o privado, estabelecerem um planejamento estratégico enunciado e com governança, esclarecendo que agronegócio não é só do campo, é da cidade, que precisa de indústria, comércio e serviços e que se trata de um modelo de cadeias produtivas que a todos pertence e não é de ninguém. E que é, sim, de toda nação, de toda população onde o Brasil tem doravante uma importância humanitária mundial.

Então vamos começar a mostrar os ótimos exemplos brasileiros existentes nas cooperativas agroindustriais, nas integrações empresariais, nos projetos de bioeconomia no bioma amazônico e nos outros cinco, no potencial gigantesco do biogás, na performance olímpica de produtoras e produtores brasileiros desafiando os solos e as condições tropicais e sendo campeões mundiais. Vamos colocar foco no lado saudável, evolutivo do país científico, tecnológico, empreendedor, que não pode ser desfocado por brigas de vizinhos, xiliques dos síndicos, xingamentos e fábricas de bullying sociais.

Precisamos mostrar que somos capazes, aconselha Henry Kissinger. Hora de mostrar para nós mesmos e para o mundo. Fácil? Só depende dos líderes refletirem sobre estes três conselhos.

E pra não dizer que não falei das flores, em Dia de Namorados, viva Holambra, e sobre o business mesmo, temos só 3% do movimento econômico financeiro do PIB do agribusiness planetário, há um potencial muito maior  do que a nossa demanda atual. “Show me the Money”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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