CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Instituto Fórum do Futuro faz as perguntas do futuro!

Publicado em 11/06/2025

Divulgação
Tejon entrevista César Borges, CEO do Instituto Fórum do Futuro

Semana passada um evento muito importante, Fórum do Futuro em São Paulo e entrevistei César Borges, CEO do Instituto Fórum do Futuro na questão sobre o agro brasileiro além das porteiras. César é também presidente do Instituto Soja Livre e do Conselho da Caramuru Alimentos.

Perguntei a ele quais são as perguntas que nos levam ao futuro nos próximos 50 anos.

“Eu acho que fundamentalmente precisamos fazer perguntas. É um pouco frustrante eu falar para você o que pensamos do futuro. Eu acho que a gente estimula que se façam as perguntas e que as perguntas é que vão nos levar a enxergar esse futuro, não tem milagre. E não é olhando o passado, é claro, que a gente tem de olhar o passado, mas fundamentalmente as perguntas. Fizemos também um evento na FIESP e o objetivo era responder uma questão do Roberto Rodrigues sobre agricultura regenerativa. Então se você não tiver perguntas você fica parado. Vamos estimular que as pessoas perguntem. Fundamentalmente a sua pergunta onde vamos estar a 50 anos de hoje é uma pergunta que temos de buscar, entender e com as perguntas nós vamos desenvolvendo, não tem outro jeito”.

Quando olhamos há 50 anos, na verdade, as coisas eram invisíveis mas alguns enxergavam. Quando se criou a Embrapa meia dúzia de caras enxergavam isso. A tua própria história com a tua empresa, as empresas que ouvi também, ou seja, o mundo parece aquela frase de Winston Churchill “nunca tantos deveram tanto a tão poucos”. Agora no Fórum do Futuro, tratando do Brasil, além das porteiras, estamos observando colocações significativas científicas, tecnológicas, exploração do planeta, situação agrotropical brasileira, ou seja, esses brilhantes que conseguem trazer o futuro ou presente, sem dúvida alguma que carregam dentro de si a arte da pergunta, mas carregam também uma certa visão do cenário. Não é não, César?

“É óbvio que para você chegar a conclusão é que você precisa fazer pergunta porque você entende um pouco mais, você não é um cidadão comum, não é? Por exemplo, fizemos um evento há dois, três anos, e trouxemos o pessoal das abelhas para se juntar ao pessoal da soja. Então enxergamos isso e enxergar isso é um primeiro passo e está resolvido. Quero trazer o pessoal das abelhas para o girassol, primeiro para o girassol, por quê? Porque eu já sei de antemão já que para o girassol funciona melhor e que poderia funcionar para a soja, mas vamos continuar olhando, não é? Pior das hipóteses se eu colocar as abelhas com a soja eu vou colher louros ambientais, mesmo que não traga louros de produtividade e de ganhos, que é mais difícil obviamente, mas temos que ir procurando caminhos”.

César digamos o seguinte inegavelmente, inexoravelmente, ao futuro a sustentabilidade pertence?

“Eu entendo que sim, por exemplo, toda vez que você fala em agricultura, de alimento, eu gostaria de introduzir uma outra questão é trazer as moradias para dentro da agricultura que é um sistema construtivo que eu já tenho conhecimento  e já sabemos que se pode entrar no sistema construtivo, foi descoberto por inovação aberta e acho que daqui a pouco não vamos falar só de alimento, também vamos falar em moradias e que isso vai trazer benefícios do ponto de vista de carbono, 40% em relação ao sistema construtivo atual. Nós não fizemos nenhuma casa ainda, mas nós queremos fazer montanhas de casas”.

César Borges muito obrigado e que as boas perguntas nos levem ao bom futuro. Abraço.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

 

 

 

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