CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), solução tropical para o encanto do mercado global!

Publicado em 09/06/2021

Divulgação
Encontro Santa Brigida Open Farm acontece nessa quarta (9)

Na Semana do Meio Ambiente podemos comemorar o exemplo da fazenda Santa Brígida. Nesta quarta-feira (dia 9), das 19h às 22 h, convido a todos nossos ouvintes a um encontro sobre ILPF - integração lavoura, pecuária e floresta, ou seja, na mesma área uma fazenda produz gado, grãos e árvores. O resultado desse desenvolvimento, gerado na Embrapa, já permite termos a carne carbono neutro, e já caminhamos para grãos, como soja carbono neutro, um agronegócio carbono zero.

A fazenda Santa Brígida de uma produtora, uma mulher diferenciada, que nem pecuarista era, era dentista, fez ali em Ipameri, Goiás, o que hoje é o principal exemplo dessa realidade dentro da agricultura de baixo carbono, o Programa ABC. Acompanhe no site www.santabrigidaopenfarm.com.br.

Poderemos assistir a fala da Marize Porto Costa. A mensagem da ministra Tereza Cristina. Veremos como será a agricultura do Brasil em 2030 com Maurício Lopes, pesquisador da Embrapa. Uma exposição da dra. Ieda Mendes, pesquisadora da Embrapa Cerrados, mostrará como a saúde do solo gera um ganha ganha em ambientes tropicais.

No dia 10, quinta-feira, também das 19h às 22h, no mesmo site, www.santabrigidaopenfarm.com.br, veremos: o financiamento verde, com Leisa Souza, head da Climate Bonds Initiative e diretora da Latam/CBI, Certificação de propriedades ilpf e o impacto das finanças verdes, com José Pugas, do conselho CEPTIS Agro e produção agrícola versus serviços ambientais, por Aurélio Pavinato, Ceo da SLC Agrícola.

E além de painéis, com Guillermo Carvajal, head de sustentabilidade da Syngenta; Luiz Lourenço do conselho da Cocamar e Gustavo Lunardi da SLC Agrícola. No encerramento um grand finale com Alysson Paolinelli, candidato ao Nobel da Paz, ao lado do ex-ministro Roberto Rodrigues, de Celso Moretti presidente da Embrapa, professor Dr. Durval Dourado, diretor da Esalq; Evaldo Vilella presidente do CNPQ e Paulo Hermann presidente da John Deere.

Hoje o modelo ILPF ocupa já cerca de 2 milhões de hectares e a meta do Programa ABC é que tenhamos 10 milhões de hectares nos próximos anos, até 2026. Marize Porto Costa, um exemplo de produtora rural, que mesmo não sendo “produtora” estava de cabeça aberta para fazer o que os pesquisadores da Embrapa como João K, em Goiânia, diziam que era o certo para ser feito. E ela fez.

Bom para a renda da fazenda e ótimo para o meio ambiente. Nunca rimou tanto a palavra rentabilidade com sustentabilidade.Semana Mundial do Meio Ambiente, modelo integração lavoura pecuária e floresta, solução brasileira tropical para o encanto de todo mercado global. Quem quiser saber esse lado muito positivo do agroconsciente, acompanhe no site www.santabrigidaopenfarm.com.br .

Brasil, o único país do mundo que tem nome de árvore. Parabéns ILPF.

José Luiz Tejon para Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

O colunista do Estadão, Fernando Reinach, registra na sua coluna sobre ciência da última semana uma descoberta de cientistas chineses de um gene capaz de aumentar em 50% a produção de arroz e trigo por hectare. A pesquisa na área da engenharia genética já surpreendeu o mundo na virada dos anos 90 com sementes geneticamente modificadas resistentes a herbicidas, e outras resistentes a pragas, como a helicoverpa armigera, e doenças.
Nesta segunda-feira (5), na Fiesp, está havendo uma grande homenagem aos heróis pioneiros da Embrapa: Eliseu Alves, que presidiu a Embrapa de 1979 a 1985, e foi da sua primeira diretoria de 1973 a 1979. Professor José Pastore, com diversos títulos, mas um deles fundamental: “honestidade intelectual em pessoa “Prof. José Pastore traz a legítima memória dos conceitos e ideias de onde nasceu a Embrapa, remontando aos anos 60, sendo estimulado na Universidade de Wisconsin nos Estados Unidos a olhar as inovações tecnológicas da agricultura.
Conversando com líderes no estado do Paraná, observei por exemplo a diminuição do preço da saca do milho. Era antes da crise cerca de R$ 30 uma saca de 60 kg. Chegou a R$ 90 e agora baixou para cerca de R$ 75 e ouvi de lideranças como a de José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho da Coamo, a maior cooperativa do país: “agricultor as vezes termina vendendo na baixa, por esperar preços impossíveis e tem prejuízo”.
Existe o seguro rural, mas o que não obtivemos foi a suplementação que foi pedida pelo Ministério da Agricultura na casa de R$ 2 bilhões e com R$ 1 bilhão é pouco, é insuficiente para uma atividade que todos compreendem bem, a céu aberto, problemas de pragas, de doenças, ou seja, uma atividade que precisa de seguro rural.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite