CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Mundo financeiro de olho no agro brasileiro, Anefac-Agro cria ecossistema de inteligência de mercados

Publicado em 12/04/2023

Divulgação
Anefac cria ecossistema com proposta de valor para o mundo agro brasileiro

No Estadão desta terça-feira (11) matéria de capa trata o quanto o agronegócio brasileiro e, principalmente, do Centro Oeste está atraindo os olhares do mundo financeiro.

Mas vale registrarmos aqui o quanto precisamos de atração de capitais e investidores para o futuro do agro nacional que deverá dobrar de tamanho até 2035. E isso atraiu a Anefac – Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, uma das mais representativas do país, que cria agora um ecossistema com proposta de valor para o mundo agro brasileiro sob a ótica da gestão e do mercado financeiro.

Conversei com o CEO, diretor executivo da Anefac, Boli Rosales que apresentou as principais ações a serem desenvolvidas neste ano.

Um road show com três encontros técnicos nas cidades de Cuiabá, Goiânia e Salvador tratando de gestão de risco, financiamento e crédito, tecnologias, crédito tributário, e investimentos + transparência com investidores. Preservação ambiental e sustentabilidade serão fundamentos permanentes no Anefac-Agro.

Boli Rosales abordou a educação para o desenvolvimento do setor e destacou formação para o Conselho de Administração do Agro; ESG compliance, controles e auditoria. Gestão e planejamento, este último aspecto, nós aqui no Agroconsciente temos enfatizado como essencial envolvendo as cadeias produtivas do agro nacional como base para perseguir a meta do US$ 1 trilhão no sistema total do agro.

Eventos e seminários serão promovidos pela Anefac-Agro como ESG na prática, sucessão, otimização de custos, tributos e oportunidades de impacto.

Conteúdo e pesquisas serão desenvolvidos e compartilhados com toda sociedade, ao lado de ações certificadas. E como estamos precisando de uma pesquisa de percepção internacional junto a diversos stakeholders sobre o agro brasileiro para um realinhamento estratégico do diálogo com as sociedades clientes do país, ao invés de ficarmos retaliando detratores de maneira errática, inútil e prejudicial à imagem brasileira.

Diversas empresas já apóiam essa iniciativa da Associação Nacional dos Executivos como BNDES, Ernest Young, KPMG, M. Dias Branco, Santander, Safra, RR Life, Suzano, Fucape, BDO, Banco do Nordeste, Irani FECAP, Sicoob, Caramuru, Jalles Machado, Itau BBA e AMaggi.

É muito importante atrairmos executivos de todas as indústrias em um olhar estratégico a partir da gestão de cadeias produtivas que envolvem originações nos solos, águas e mares, e agora nos “ares” com uma gestão financeira baseada na economia circular e ambiental.

Esteja você na Faria Lima, no Porto de Santos, em Lucas do Rio Verde, Londrina, Chapecó, Luís Eduardo Magalhães, Não Me Toque, Paris, Shangai ou Nova Iorque, estamos todos conectados no sistema de agronegócio.

E aqui, cidade de São Paulo, sem dúvida a capital do capital do agro do Brasil. Atração de capital para dobrar de tamanho o agro nacional. Bem-vinda Anefac-Agro.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Nos reunimos em cerca de 30 líderes do agro na cidade de Ribeirão Preto no final de julho deste ano 2020 para debatermos os desafios da comunicação. Este encontro faz parte de um projeto de altos líderes do agro promovido pela FMC, tendo na FDC, Fundação Dom Cabral seu braço acadêmico.
Marcos Antônio Matos, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nos enviou diretamente da Suíça seu depoimento sobre a iniciativa do setor, junto com Serasa Agro Experian envolvendo entidades empresariais internacionais e clientes agroindustriais mundiais.
Conversando com líderes no estado do Paraná, observei por exemplo a diminuição do preço da saca do milho. Era antes da crise cerca de R$ 30 uma saca de 60 kg. Chegou a R$ 90 e agora baixou para cerca de R$ 75 e ouvi de lideranças como a de José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho da Coamo, a maior cooperativa do país: “agricultor as vezes termina vendendo na baixa, por esperar preços impossíveis e tem prejuízo”.
A informação acima foi realizada a partir de um estudo inédito da Serasa Experian Agro sobre uma amostra de 10% do total de pretendentes contratantes do crédito rural e/ou seguro  no ano passado, num total de 163.600 produtores rurais. O Head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, me disse: “quando o assunto é ESG não basta só olhar para o crédito, é importante avaliar os dois aspectos: Agro Score e Score ESG Agro.
© 2025 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite