CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Na guerra dos 3 poderes e nas contas no vermelho até 2026, o país precisa do 4º Poder, urgente!

Publicado em 22/04/2024

Divulgação
Hora do 4º Poder aparecer!

“A democracia é o melhor sistema de governo, agora a sociedade civil tem que se organizar. A regra mundial é quem estiver organizado vai, quem não estiver não vai, por isso eu não confio mais somente em governo”, in memorian, palavras do Alysson Paolinelli pra mim em 7 de dezembro de 2017, na cidade de Janaúba, em Minas Gerais.

E na polarização, guerras dentro dos 3 poderes constituídos, Legislativo, Executivo e Judiciário, conflitos chegando ao ponto de poderes de outros países participarem das polarizações e ainda incluirmos personagens como Elon Musk nos nossos destinos, sem dúvida, está na hora do 4º Poder de uma nação tomar ação e contribuir para o nosso rumo.

As confederações nacionais empresariais formam o conjunto que realiza o PIB do país. No caso do agronegócio, está na soma da indústria, do comércio, de serviços e agropecuária uma responsabilidade de algo em torno de 1/3 do PIB nacional.

Pergunto, tomando como fundamento a declaração de um herói do agro brasileiro, Alysson Paolinelli, in memorian, não seria chegada a hora de reunirmos pelo menos a Confederação Nacional da Agropecuária, a Confederação Nacional do Comércio, a Confederação Nacional da Indústria, a financeira, a das cooperativas e a do transporte, saúde, serviços? Seriam oito lideranças para começar, que reunidas poderiam ter um plano de desenvolvimento e crescimento do PIB brasileiro. Um projeto integrado, imitando de forma mais ampla a iniciativa que foi realizada anos atrás com o Renovabio, onde a indústria, com agropecuária, ciência, serviços, comércio, ao lado do governo, deu ao país um norte, metas, rumos no setor dos biocombustíveis.

O Brasil não merece ser pautado pela discórdia, polarização, desinformação e ficarmos como que hipnotizados pelos conflitos internos ideológicos e político-partidários, indo aos egos pessoais, em meio a uma riqueza extraordinária plena de potenciais num país único no mundo hoje como potência alimentar, energética e ambiental. A reunião da sociedade civil organizada que cria e constrói o PIB brasileiro precisa assumir seu protagonismo, para que possamos ter um comando econômico, empreendedor, e aí, sim, junto com os lados saudáveis do governo, e no caso do agronegócio com a ciência, da Embrapa, dos institutos agronômicos, das universidades, podermos ter um legítimo plano de estado nacional. E por que não uma meta que dobre o PIB de tamanho gerando empregos, renda e dignidade de vida para todos?

Hora do 4º Poder aparecer, juntos, reunidos com planejamento estratégico integrado para o país. Os outros 3 poderes estão precisando do 4º e muito!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Nos dias 25 e 26 de outubro no Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA) o tema deste ano envolverá os desafios para dobrar o agronegócio brasileiro de tamanho com sustentabilidade e ainda propiciando obtermos uma “marca brasileira” desta proposta perante o mundo.
Agência Estado trouxe a informação do Ministério da Agricultura, num encontro do ministro Carlos Fávaro com Hexin Zhu, presidente do grupo chinês Citic, da iniciativa de investir em terras degradadas brasileiras. O Citic está entre as 35 maiores empresas chinesas e uma das 150 mais lucrativas no mundo segundo a revista Forbes. Já atuam no Brasil com equipamentos para indústria e na área da energia solar.
Conversei com o governador Eduardo Leite, eu diria um grande herói desse momento, no Congresso da ABAG, e perguntei a ele como está o agronegócio no Rio Grande do Sul.
Na Semana Mundial do Meio Ambiente quais são os gols contra e os gols a favor que o Brasil levou e que marcou se estivéssemos numa partida de futebol?
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite