CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - O Brasil é Amazônia, e Amazônia é Brasil: Congresso Estadual, Internacional das Mulheres Agro Paraenses

Publicado em 24/07/2024

Divulgação
Congresso Estadual e Internacional das Mulheres Agro Paraenses.

Na cidade de Dom Eliseu, próximo de Paragominas, Pará e de Imperatriz, Maranhão, está acontecendo o Congresso Estadual e Internacional das Mulheres Agro Paraenses. Os temas debatidos envolvem o protagonismo feminino numa região que é hoje o centro das atenções do mundo, a Amazônia. Temas também como gestão de risco para commodities; o sorgo como um cereal que terá contribuições imensas na nutrição humana dentro de áreas que lutam pela busca de segurança alimentar e energéticas.

A sucessão, um tema candente, e algo que me chamou muito a atenção foi uma organização de engenheiras agrônomas, AITA Engenharia, que presta serviços de administração e tecnologia para os produtores, e está sendo otimamente aceita. Hoje na formação da agronomia, na região, 70% são mulheres invertendo uma relação de 10 anos atrás quando era o oposto.

África está presente com os desafios de Ghana contando com duas líderes daquele país. Dom Eliseu é formada por migrantes de vários estados, principalmente do Sul e Sudeste. Desenvolvem agricultura avançada com técnicas de irrigação por gotejamento alguns, e outros com diversificação de culturas.

A consciência para a sustentabilidade está presente sendo um dos temas essenciais deste congresso das mulheres no Pará. Foi neste dia lançado o Congresso Mundial Agro de Mulheres que deverá ocorrer em 2025. Vejo como muito importante o protagonismo feminino no bioma amazônico, pois significará traduzir para o mundo o cuidado ambiental e social como pontos essenciais da produção alimentar e energética aqui.

O Brasil será julgado pelo que ocorrer na Amazônia, e todo agronegócio brasileiro estará vinculado ao desenvolvimento e proteção desse bioma, não importando se a produção for de outras áreas brasileiras.

Amazônia é o nome do Brasil e as mulheres agro-amazônicas tem uma missão fundamental na governança desse patrimônio nacional e mundial.

O Brasil é Amazônia, e Amazônia é Brasil.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Continuamos aqui e continuaremos pedindo que os líderes do agronegócio de diferentes entidades e pontos de vista nos encaminhem suas visões sobre o que consideram essencial e fundamental para um plano de governo a partir de 2023 objetivando o desenvolvimento do agronegócio e consequentemente do país.
“Não tenha medo do mercado, ele é grande para o Brasil“ (Fernando Penteado Cardoso “in memorian”). A frase acima ouvi do engenheiro agrônomo, notável brasileiro, Fernando Penteado Cardoso, fundador da Manah e da Agrisus, quando o entrevistei já com mais de 100 anos de idade. Um sábio.
Lamentamos o falecimento de Delfim Netto, nesta semana, que foi também ministro da Agricultura. E pedi ao ministro Roberto Rodrigues que nos desse uma pequena síntese de iniciativas muito positivas realizadas por Delfim Netto quando ministro da Agricultura, em 1979.
O país todo está polarizado. O bem versus o mal, o nós versus o eles. E no agronegócio a polarização também corre solta. Um vídeo e posts circulam pelo país mostrando uma convocação para 7 de setembro que propõe reunir em Brasília, e pelo país, parte dos agricultores, e os caminhoneiros prometendo parar o país se o voto impresso não for aprovado e o pedido de impeachment dos ministros do STF não for encaminhado pelo Senado federal. Chegam a sugerir sangue derramado, se necessário.
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