CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - O futuro do agroconsciente será cultural cada vez mais

Publicado em 21/04/2025

Divulgação
Tejon com Gláucia Nasser

21 de abril, Inconfidência Mineira, Tiradentes e 22 abril o descobrimento. Datas para resgatar a cultura do Brasil.

Glaucia Nasser dá exemplo.

21 de abril data da revolução anti-impostos, Tiradentes, imagina hoje na guerra mundial das tarifas? Também data dentro da Semana Santa, Aleluia, Páscoa. Mas é um dia fundamental pois um dia antes de 22 de abril, descobrimento do Brasil.

Então quero resgatar a cultura nacional por ser a nossa cultura tropical considerada pelo sociólogo italiano “in memorian” Domenico de Masi a mais espetacular civilização mundial, onde ele acrescenta e assim registramos no nosso livro “Agroconsciente, a revolução criativa tropical”: “a missão maior do Brasil é ensinar o mundo a ser mais brasileiro”.

Então agroconsciente, este agro que nos leva ao futuro certo tem a cultura como o berço maior de todas as suas sementes.

E quero aqui hoje ressaltar e dar mérito e voz a uma artista, cantora, produtora rural, presidente do conselho de duas empresas extraordinárias do agro em Patos de Minas, a terrena – uma das maiores e mais desenvolvidas distribuidoras de insumos no país e a Nooa – desenvolvimento de inovação científica e tecnológica.

Mas a Glaucia Nasser veio para além disso associar cultura com todo agro é muito mais.  Nos 6 biomas brasileiros, Glaucia Nasser nasceu no Cerrado que com todos os demais biomas o Cerrado convive e faz parceria, então Glaucia hoje se dedica ao resgate cultural brasileiro. Criou uma fundação “Brasil meu amor” que nos inspira ao amor próprio, e à brasilidade consciente como fator vital e decisivo para os saltos e a prosperidade do Brasil com toda sua sociedade rica da diversidade.

No bioma amazônico temos um Nilson Chaves com a música da Amazônia. lá nos Pampas o gaúcho Osvaldir, de Passo Fundo. No pantanal Almir Satter. Na mata atlântica Renato Teixeira com "Sou caipira pirapora, Senhora Aparecida", e lá da caatinga pude assistir um show extraordinário no municipal de São Paulo com Glaucia Nasser canta João Pernambuco, a alma nordestina.

O que o agro brasileiro tem a ver com a cultura?  Com a raiz. Com o folk como tão bem muitos países assim denominam esse patrimônio cultural. Na Europa os “terroir” num salão de agricultura de Paris representam a maior de todas as atrações. É o local, a família agrícola, o sabor, a saúde. Nas minhas origens asturianas de Espanha, a “fabada” bebendo com sidra asturiana declarada patrimônio imaterial da humanidade como a pousada Xabu no Pueblo Cuerigo tão bem demonstra.

Glaucia Nasser merece nosso olhar, admiração e apoio, pois nosso futuro agroconsciente está umbilicalmente conectado à saúde, a cidadania, e a multiplicidade dos sabores e prazeres dos nossos legítimos “terroir tropicais”.

Então nesta data símbolo dos mineiros, 21 de abril, fica aqui além da homenagem a mineiros sensacionais que mudaram o agro e o país para melhor como Antônio Secundino de São José, fundador da Agroceres, que completa este ano 80 anos, de Ney Bittencourt de Araújo criador do conceito agronegócio no Brasil, de Alysson Paolinelli herói da agricultura tropical que afirmava termos em cada bioma do país centenas de micros biomas para mais profundos estudos.

Então que aqui possamos estar embalados e inspirados pela cultura nacional, a música, arquitetura, pintura, a literatura, a agricultura, a mistura de todos os povos, e a gastronomia onde iremos agregar valor com terroir tropical e cultural nacional.

Podemos produzir commodities, mas ninguém come, bebe, respira commodities, deseja saúde e sabores originais.

O futuro do agroconsciente será cultura cada vez mais.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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A opinião do Estadão de domingo (5) assinalou: “o lado B da supersafra: déficit na infraestrutura de armazenagem desperdiça boa parte da colheita nacional”. E contando com os silos bag, ainda conseguimos guardar soja e milho literalmente no “chão”, numa solução criativa de produtores, cerealistas e cooperativas.
Procurei um sábio brasileiro, aliás um legítimo “guerreiro”, que venceu duas ferozes batalhas na OMC, uma do açúcar na Europa e outra do algodão com Estados Unidos, onde hoje nos transformamos no maior exportador mundial, falei com Pedro de Camargo Neto, que foi presidente da SRB, liderou os contenciosos na OMC quando atuou no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Produção e Comércio em 2004. É o único brasileiro mencionado no último livro de Ray Goldberg o criador do fundamento de agribusiness, com o título “Food Citizenship”.
Afastando egologias e ideologias (no início egos humanos estavam a serviço das ideologias, agora, ao contrário, ideologias a serviço dos egos humanos criamos a “egologia”, as ideias que geram mais views, likes e seguidores e votos, os “mega egos”). Então, afastando isso, o sistema do agribusiness brasileiro vai crescer no mundo inteiro, pois metade do mundo está na zona tropical e sub-tropical do planeta, o “tropical belt nations”.
O Jornal da Eldorado recebe hoje (6) Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o Caio, que retorna à presidência da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG) a partir de janeiro de 2022, e que já foi presidente da entidade de 2012 a 2018. Caio é especialista no mundo da bioenergia, bioetanol, formado na Esalq e diretor da Coplana.
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