CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - O que o maior segmento da economia do país espera dos candidatos à presidência?

Publicado em 04/04/2022

TCA
Em 2021, o PIB do Brasil ficou em R$ 8,7 trilhões

Eis a questão. A resposta pode ser múltipla, mas a pergunta é uma só. O agronegócio significa, pelo último levantamento do Cepea/CNA, 27,4% do PIB do Brasil. O PIB 2021 ficou em R$ 8,7 trilhões, então o PIB do complexo agroindustrial inteiro somou R$ 2,383 trilhões, ou seja, praticamente R$ 2,4 trilhões, o que em dólar de hoje R$ 4,84, significaria um montante de cerca de US$ 495 bilhões.

Na média dos anos o valor do PIB do agro brasileiro na soma do antes, dentro e pós-porteira das fazendas oscila em torno de US$ 500 bilhões. Então fica aqui a pergunta que passamos a fazer neste mês de abril para as lideranças desse segmento, o maior da economia do Brasil, sobre quais são as expectativas desses líderes a respeito das propostas dos candidatos à presidência da República, conectando o potencial de crescimento do agronegócio com o potencial de crescimento do PIB, Produto Interno Bruto do Brasil?

Na década passada, de 2011 a 2020, enquanto a agropecuária crescia 32,5% o PIB do Brasil cresceu apenas 2,7% (Abag). As eleições deste ano serão decisivas sobre a história desta década. O governo de 2023 até 2026 será responsável ou por um planejamento de crescimento da economia do país, ou por um desastre de mais uma década perdida e sofrida.

Quando ouvimos líderes do setor, ouvimos geralmente que o ideal é o governo não interferir e deixar o produtor em paz. Porém, agronegócio não depende apenas dos produtores rurais, depende da indústria, do comércio, do serviço, depende das relações exteriores, da infraestrutura, da ciência, pesquisa , das políticas econômicas e de planejamento de médio e longo prazo, um ângulo de estado.

Agronegócio nos fundamentos da sua criação, na Universidade de Harvard, nos anos 50 pelos professores Ray Goldberg e John Davis, é a soma de todos os fatores desde a pesquisa, insumos, mecanizacão, passando pela produção agropecuária, envolvendo transportes, logística, finanças, o setor agroindustrial, exportação, supermercados, e chegando ao consumidor final nas cidades, dos derivados originados nos campos, mares e águas, pois frutos das águas também fazem parte.

Então vamos perguntar aqui no Agroconsciente, do Jornal Eldorado, e gostaríamos que você, ouvinte, mandasse suas visões e opiniões, o que esse segmento, o maior da economia brasileira quando reunidas as suas partes do antes, dentro e pós-porteira das fazendas, deveria esperar dos candidatos à presidência da República?

Mande suas observações, opiniões, gostaríamos de promover aqui um diálogo amplo com a sociedade e enviar para as equipes dos candidatos a opinião da rádio dos melhores ouvintes.

Alimentos, energia, fibras, meio ambiente, responsabilidade social, cooperativismo, ciência, pesquisa, educação, nutrição humana, saúde, segurança alimentar. O que esse segmento, que significa cerca de 30% do PIB brasileiro, deveria esperar dos candidatos à presidência da República?

Vamos conversar sobre isso. É muito mais do que palavras bonitas e narrativas genéricas, vamos cobrar planos que se comuniquem entre si muito mais do que peças esparsas num tabuleiro de um quebra cabeça que não se integra, e como fazer de fato e de verdade do Brasil a maior potência agroalimentar e ambiental do planeta?

Vamos juntos construir uma arquitetura de um planejamento estratégico, e que a sociedade civil organizada assuma um fundamental protagonismo pois de 2023 a 2026 se formos apenas populistas verborrágicos condenaremos o país a um sofrimento indesejável e desnecessário.

Planos concretos de como crescer o país e distribuir renda, onde o agronegócio tem um papel único nessa missão, deve ser o nosso dever como especialista dentro desse setor.

José Luiz Tejon para a Rádio Eldorado/Estadão.

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No nosso último encontro, aqui na Eldorado dos melhores ouvintes, uma medida da União Europeia contra exportações brasileiras de carne, surgiram novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária, aplicados a todos os países exportadores. São pressões de setores da agricultura europeia, da França de forma preponderante. Exigências regulatórias usadas como barreiras protecionistas.
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