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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Presidente da Embrapa aponta os 4 fundamentos do novo agro e aborda segurança genética

Publicado em 03/08/2022

Divulgação Embrapa
Celso Moretti, presidente da Embrapa

No 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio desta semana conversei com Celso Moretti, presidente da Embrapa, sobre os fundamentos que nos levam ao futuro no novo agro dos próximos 10 anos. Vamos ouvir:

“Nós temos quatro pontos extremamente importantes no futuro para o Agroconsciente. O primeiro é sustentabilidade, que é uma premissa para o agro brasileiro. Nós vamos ter que cada vez mais produzir alimentos, alimentar o mundo de forma sustentável e obviamente de forma competitiva para que o agro continue sendo o que é. O segundo ponto é que nós vamos ter de trabalhar na adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Existe um acordo assinado pelo Brasil o ano passado na Cop-26 que é a iniciativa global do metano para que o Brasil participe desse desafio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Então, adaptação e mitigação das mudanças climáticas é o segundo ponto. O terceiro é a questão da biorevolução e da biotecnologia que já contribuiu muito e vem aí agora a edição genômica, essas tesouras biotecnológicas que vão nos ajudar a editar o genoma das plantas para ter plantas mais resistentes a microorganismos, a ataques de pragas e doenças e adaptação à seca. E por último o agro digital, a agricultura digital, o uso de drones, sensores, internet das coisas, gestão computacional, inteligência artificial, que vão ajudar o produtor a produzir mais e melhor.”

Então, Celso Moretti coloca este Agroconsciente doravante como a soma da sustentabilidade, do clima, da biotecnologia e da gestão digital. E dentro do item biotecnologia perguntei sobre segurança genética, como estamos no país, pois na minha forma de ver, é o fator sagrado sem o qual nenhum dos outros poderia atuar. Vamos ouvir:

“Depois da década de 90, quando tivemos a Lei de Proteção de Cultivares e a Lei de Propriedade Intelectual os investimentos ocorreram no Brasil e nós conseguimos trazer empresas e, em parceria com a Embrapa, desenvolvemos cultivares e plantas mais adaptadas aos biomas brasileiros que contribuem para a segurança alimentar do Brasil e do mundo. Então o Brasil hoje é um país que tem segurança jurídica para se investir em genética e em novas cultivares.”

Grande transformação, a capacitação e educação precisam acompanhar esse exponencial novo conhecimento.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

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