CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Presidente da Faesp recebe prêmio 100 Mais influentes do Agronegócio 2025 do Grupo Mídia e comenta expectativas.

Publicado em 02/05/2025

Divulgação
Tejon com Tirso Meirelles, presidente da Faesp

Durante a Agrishow em Ribeirão Preto a cerimônia de premiação ocorreu no Teatro Pedro II reunindo lideranças do agronegócio eleitos em pesquisas realizadas através do Agroworld Ecosystem do Grupo Mídia. 100 mais influentes foram premiados e o destaque personalidade do ano foi para Gino Paulucci Júnior, presidente da ABIMAQ. No evento o presidente da Faesp, Tirso de Salles Meirelles, e também Juliana Farah vice-presidente da Comissão Semeadoras do Agro receberam a premiação.

Conversei com o presidente da Faesp sobre sua visão e quais as efetivas possibilidades do agro brasileiro dobrar de tamanho nos próximos anos para atender demandas internacionais e nacionais de alimentos, energia e sócio ambientais e ele me disse:

 “Eu acredito que das 330 milhões de toneladas de grãos que temos hoje para 600 milhões de toneladas vai ser rápido. Nós temos praticamente 160 milhões de hectares na pecuária. Desses 160 milhões, 40 milhões já estão disponíveis para que nós possamos transformar de pastagem para a agricultura. Isso representa 50% do que nós produzimos. Hoje nós utilizamos muito pouco a irrigação. Nós podemos praticamente dobrar a produção só com a irrigação. Nós temos uma propriedade em Unai, lá nós temos três produções por ano, com irrigação, espetacular. Protegendo o meio ambiente, todo o processo organizado e temos 220 milhões de cabeças de gado. Um pecuarista brasileiro está gastando, em média, 2 anos e meio a 3 anos para fazer o acabamento do animal. Nós podemos chegar a 18 meses. Nós estamos utilizando 1,7 cabeça por hectare, podemos colocar 3. Então nós podemos dobrar tudo mas precisa sem dúvida alguma de uma equalização de preço e de custo. Por isso que o Governo precisa liberar as nossas reservas de potássio que nós temos para que nós possamos diminuir o custo da alimentação. Há 30 anos a cesta básica representava 80% do salário mínimo do trabalhador, hoje representa 20%, 25%. Então nós com a qualidade, com a produtividade, nós conseguimos derrubar o preço do alimento e manter a balança comercial do Brasil”.

Agrishow encerra nesta sexta-feira e vem com expectativas de recorde de público e de negócios. O governo de São Paulo, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, anunciou crédito superior a R$ 150 milhões originados do fundo de expansão do agronegócio paulista, que também passa a atender o setor cooperativista.

A próxima grande feira que fechará o primeiro semestre deste ano será a Bahia Farm Show em Luís Eduardo Magalhães (Bahia), de 9 a 14 de junho.

E estas feiras revelam o “estado de humor” do agro para plantio, investimentos e expectativas de crescimento das safras 2025/26.

Estão positivas.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Eu não tenho constatações de que grupos suspeitos de comprar sentenças montou fraudes em recuperação judicial no agronegócio, mas evidentemente temos indícios de uma “indústria” de RJ no agro que vai prejudicar o setor, sem dúvida, em um ano com complexidade e dificuldade de crédito. Conversei com o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, que tem uma visão importante sobre as Recuperações Judiciais.
Nesta quinta-feira (26), na plenária do 8º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), em São Paulo, apresentei as 12 conclusões da Pesquisa de Percepção do Agro Brasileiro na Europa: Alemanha, França, Reino Unido, e República Checa, juntamente com a diretora de Operações da Serasa Experian, Daniela Aveiro; o Head Associate da OnStrategy, José Antonio Silva; a diretora-executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Gislaine Balbinot e a diretora-executiva da Eksim-Co (ex-USDA), Fabiana Fonseca.
Eu falo do Rio Grande do Sul. A situação está muito triste com a gripe aviária, com grandes impactos na economia e em um estado que tem sofrido quatro anos de dificuldades. E sobre gripe aviária eu preferi pedir ao ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, gaúcho também, foi presidente da Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), hoje é presidente do conselho dessa entidade, e que tem uma experiência pessoal de enfrentamentos e dramas como esse.
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