CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Qual a expectativa do agronegócio sobre as candidaturas que irão brigar em 2022?

Publicado em 13/12/2021

Divulgação
Eleições 2022

Haisem, Carol, ouvintes, o agronegócio está carente de um planejamento estratégico. Muito além de xingamentos, mentiras, fakenews, ideologias e intrigas de uns contra os outros. Afinal agronegócio significa coordenação de todos os elos das cadeias produtivas.

No agro tem gente muito feliz e tem gente muito triste. Aqueles que estão nos grãos da exportação, com dólar elevado e commodities em alta, principalmente soja e milho, vibram e vão aumentar o plantio. Deveremos sair de cerca de 272 milhões de toneladas de grãos para 290 milhões de toneladas. Soja e milho na cabeça, mas também esses assustados com os preços dos fertilizantes, defensivos e insumos.

Porém aqueles que dependem dos grãos para fazer ração, óleo de cozinha, biodiesel não gostam nada disso pois, além do custo, temos um gravíssimo drama de armazenagem insuficiente e ausência de um plano de segurança alimentar. Além de baixíssima irrigação deixando muita coisa nas costas de São Pedro. A ministra Tereza Cristina merece elogios, pois tem sido muito valorosa. Mas precisamos de um plano de coordenação de estado. Afinal, o que faz sentido para a nação precisa fazer sentido na eleição.

Então, ouvintes, Haisem e Carol, as cadeias produtivas não estão reunidas, são mais de 200 diferentes entidades e associações do agronegócio, e cada uma procura salvar a sua parte dentro desse quebra cabeça. Mas como todo quebra cabeça, se as partes não forem reunidas não dá certo, não termina o jogo.

Então, o que o agro espera dos candidatos é um planejamento estratégico claro de como podemos dobrar de tamanho gerando valor, desde os insumos estratégicos mais assegurados dentro do Brasil, passando pela incorporação das pastagens degradadas com sustentabilidade e, sem dúvida, indústria, agroindustrialização para vender muito mais valor e menos commodity.

E temos chances das candidaturas olharem esse cenário de necessidade de coordenação dos diversos elos do agronegócio, Tejon?

Mais do que chances, eu diria que compete a sociedade civil organizada se reunir, deixar de lado os egos, e termos propostas integrando a pesquisa, a academia, as corporações, agricultores e estrategistas e falarmos, sim, que podemos elevar o movimento nacional do agribusiness em 100% em 4 anos atacando os pontos centrais e convergentes entre e para todos.

Quem? Tenho uma expectativa muito positiva do IPA, Instituto Pensar Agro, Nilson Leitão pegando a batuta e transformando cacofonia em sinfonia. Ali estão praticamente todas as entidades que precisam tocar juntas.  Um digno desafio.

E as candidaturas? Que sigam a sociedade civil organizada, supra estruturada e orquestrada.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Só podemos saber isso, de fato, com a estrutura de uma pesquisa junto a diversas nações do mundo. E a partir dessa investigação, comparar com a própria percepção existente dentro da sociedade brasileira. E a partir de um estudo estruturado desses poderemos alinhar a condução dos negócios originados nos alimentos, energia, fibras, meio ambiente, a natureza brasileira.
Política global energética. Combate à fome e empreendedorismo planetário. Acompanhamento permanente do Renovabio. Acuracidade das informações transformadas em comunicação. Intensificação da pesquisa local para cada microbioma. R$ 53 bilhões em crédito de carbono. De fornecedores de cana para “vendedores”- comunicar protagonismo ambiental e da saúde. 
Terminamos o 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, um evento grandioso, reunindo as mulheres do país. É considerado um dos maiores do mundo e também, ao final dele, produzimos uma carta para a COP-30 que será levada em nome das mulheres.
Sobre as “trumpalhices” do atual governo dos Estados Unidos, a maior economia do planeta, conversamos com um brasileiro que teve uma experiência única numa ação contenciosa com os EUA na Organização Mundial do Comércio na questão do algodão, e saímos vitoriosos, é o Pedro de Camargo Neto que foi presidente da Sociedade Rural Brasileira, presidente da Fundepec,  agricultor, pecuarista, foi secretário de produção e comercialização do Ministério da Agricultura,  e o único brasileiro citado no livro americano “Food Citizenship”,  alimento e cidadania numa era de desconfianças.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite