CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Recorde na exportação de carne bovina e picanha, o item mais furtado no supermercado

Publicado em 02/09/2022

TCA
Brasil bate recorde de exportação de carne bovina

Câmbio favorável para exportar, e os clientes chineses, norte-americanos e egípcios querendo comprar carne e a carne bovina bate recorde. Em 23 dias, mês de agosto, batemos recorde de exportação da carne bovina, mais de 203 mil toneladas no mês.

Ou seja, comparando agosto de 2022 com agosto de 2021 obtivemos 11,89% superior em volume. Como hoje o Brasil é o país que tem a melhor relação competitiva para os importadores em função da taxa atual do dólar, a China, Estados Unidos e o Egito, nossos três maiores clientes, realizaram compras.

E na China são estoques para as festas do feriado do ano novo lunar. Porém, os preços médios estão em queda, desde junho caiu 10%, e isso significa maior pressão de negociação dos chineses por preços. E a receita do mês foi de US$ 1 bilhão e 246 milhões.

Isto significa para o mercado interno que os preços da carne bovina continuarão no patamar que estão. E o consumo per capita, enquanto cresce nos suínos, frangos, e peixe, tem caído na carne vermelha, estando hoje abaixo de 26 quilos por habitante/ano.

Nas campanhas políticas um promete uma picanha para cada brasileiro, e o outro diz que não tem picanha para todo mundo. De verdade, precisamos de um planejamento e coordenação de cadeias produtivas muito mais bem feito, pois aceitar queda de consumo per capita do produto que já foi ao lado do pão, do arroz e do feijão, o santo bifinho de cada dia, não concordo não.

E carne bovina é muito mais do que só picanha. Enquanto isso, segue a estrela picanha como um dos itens mais furtados nos supermercados.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

A letra do hino da república é muito estimulante e esperançosa, seu refrão diz: “liberdade, liberdade abre as asas sobre nós“, e apesar de existir muito para ser feito na libertação das regulações envolvendo a nova era do carbono, com os 3 F’s: forests, food, finance, o Brasil volta de Glasgow, como cantavam os soldados brasileiros da força expedicionária que libertou regiões italianas dos nazistas: “por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que volte para lá... sem que leve por divisa esse V que simboliza a vitória que virá...”
Radicalismo, ódio, extremismo nunca deu liga com o Brasil. O Brasil não é perfeito. Como nada na terra é. Temos muito para aperfeiçoar, inclusive nas relações humanas e também em preconceitos. Porém se tem um que não pega aqui, nunca pegou e jamais pegará é o de imaginar ódio de sangue entre brasileiros por ilações místicas, ideológicas radicais. Brasil nunca foi comunista e muito menos nazista ou fascista.
Dentro do tema nosso carbono é verde recebendo o prêmio Ney Bittencourt de Araújo, a ministra Tereza Cristina se emociona ao relembrar seu pai estudando em Viçosa com Antônio Secundino de São José, fundador da Agroceres e pai do Ney Bittencourt de Araújo, afirmando a importância do conhecimento brasileiro não apenas para o país mas para todo cinturão tropical do planeta. E enfatizou que o Brasil é uma potência agrossustentável.
Percepção externa sobre o Brasil se tornou negativa nos últimos 2 anos pela narrativa, algumas medidas na área ambiental e climática e em relação a desmatamento, queimadas e garimpo ilícitos
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite