CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio trata do tema integrar para fortalecer e pede plano de crescimento econômico para o país

Publicado em 01/08/2022

Divulgação ABAG
21º Congresso Brasileiro de Agronegócio

Nesta segunda-feira (1º de agosto), no Sheraton WTC em São Paulo, acontece o 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio da Associação Brasileira de Agronegócio (Abag) e B3. Na abertura, às 9 horas, Caio Carvalho presidente da Abag; Gilson Finkelsztain, da B3; Francisco Maturro secretário da Agricultura de São Paulo; Joaquim Leite ministro do Meio Ambiente; Marcos Montes ministro da Agricultura e Rodrigo Garcia governador do Estado de São Paulo.

“Integrar para fortalecer” é o tema central e de abertura do congresso tendo como foco a forte divisão que vivemos com inflação, juros altos, eleições, dívida fiscal e relações polarizadas; este congresso irá convocar as lideranças para uma integração de propósitos.

“Geopolítica e segurança alimentar”, o segundo painel, trará a OMC, a CNA e o Cosag da Fiesp objetivando alinhar uma voz brasileira clara sobre o papel do país no mundo e da sua matriz energética comprometida com as metas da Cop-15, o acordo de Paris.

“Meio ambiente e mercados”, o 3º painel, receberá a B3, Unicamp, Coalizão Brasil China e JBS hoje a maior empresa de alimentos do mundo. A produtividade total dos fatores inclui sustentabilidade com regras legais e morais; há uma mudança econômica mundial social e ambiental para ser administrada. Ilpf integração lavoura pecuária e floresta e Plano ABC são fundamentais.

O 4º painel, “Tecnologia e integração”, trará apresentações do Conectar Agro, CTC - Centro de Tecnologia Canavieira, Rede Ilpf, integração lavoura pecuária e floresta e a presidência da Embrapa, com Celso Moretti. Integrar culturas e pastagens para a diversificação do agro nacional exigirá um embate entre pesquisa e produção.

E o 5º painel abordará as “Perspectivas 2023/2026”, com ex-ministros da Agricultura Alysson Paolinelli, Francisco Turra, Roberto Rodrigues, com o ex-presidente Michel Temer e o presidente do Ipa, Nilson Leitão.

Superar divergências, construir um plano de crescimento econômico empresarial e para os brasileiros recolocando o país no futuro exigirá muita atenção do governo para uma produção sustentável, superar problemas políticos e tipos de governos e as crises econômicas, sanitárias e globais. “Em 2022 não podemos cair em armadilhas eleitorais” está no Manifesto do Congresso Abag B3.

O prêmio Ney Bittencourt de Araújo vai para o deputado Arnaldo Jardim pelo seu trabalho profundo no agronegócio. O prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade vai para Mariângela Hungria da Cunha, pesquisadora Embrapa Soja.

E vale aqui uma provocação a respeito da Carta pela Democracia. Seria um forte assunto para um Congresso Brasileiro do Agronegócio, com tantos líderes, ainda que nos seus bastidores?

Ha uma divisão entre as lideranças do agro entre assinar ou não assinar a carta.

Pedro de Camargo Neto, um notável líder do setor, afirmou à Folha de S. Paulo do último dia 30 que “o agro se engana ao não assinar carta pela democracia”. Disse ser “certo não duvidarmos do processo das eleições” e que “se houver turbulência na democracia todos sairão perdendo”. Pedro foi presidente da SRB e atuou como secretário de política agrícola no Ministério da Agricultura e tem um feito notável a seu favor no seu curriculum: ganhou uma disputa a favor do Brasil na OMC contra os Estados Unidos na questão de subsídios norte-americanos ao seu algodão no montante de US$ 4 bilhões, à época 2004, distorcendo totalmente o mercado mundial onde o Brasil venceu e recebeu verbas americanas que foram aplicadas na nossa pesquisa.

Pedro Camargo Neto é ainda o único brasileiro que participa de um grupo especial na universidade de Harvard criado pelo fundador do conceito de agribusiness no mundo, Prof. Dr. Ray Goldberg, o PAPSAC - Private and Public Scientific Academic and Consumer Food Policy, uma reunião mundial de líderes dos setores público, privado, cientistas, academia e organizações de defesa de consumidores em torno dos alimentos. Pedro acrescenta: “esta carta é apartidária e a favor da democracia. Eu consegui olhar mais longe e a carta está além de sequelas que impedem o debate e a conversa”.

Um ótimo assunto para uma calorosa discussão, não?

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Normando Corral, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e do Conselho da Agroindústria (Coagro) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), manda seus cinco fatores sagrados para os presidenciáveis sobre agronegócio.
A Cooperativa de Crédito Sicredi captou 80 milhões de dólares, cerca de 448 milhões de reais para financiar empresas lideradas por mulheres. Se trata de uma parceria com o DEG (sociedade alemã de investimentos e desenvolvimento) e o Proparco (instituição financeira ligada à agência francesa de desenvolvimento).
Compreender a visão sistêmica do agronegócio é sagrado e cada vez mais fundamental. Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), em uma entrevista que me concedeu especial para o Agroconsciente da Rádio Eldorado/Estadão, me disse que esse setor está agora frente a uma de suas maiores crises.
Agrizone, ótima ideia COP30, com show da Embrapa, de Roberto Rodrigues e lideranças agro brasileiras. Foi um marco positivo do país. Então temos aí a “tropicultura”. Conversei com o economista Paulo Rabello de Castro, que me enviou seu provocativo pensamento criando o conceito “tropicultura” com o exponencial sucesso do agronegócio brasileiro nos últimos 50 anos e os grandes desafios doravante.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite