CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Supermercados brasileiros atingem R$ 1 trilhão e rastreabilidade e monitoramento de alimentos cresce!

Publicado em 10/04/2024

Divulgação
Márcio Milan, vice-presidente da ABRAS

Estou em um evento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), um Smart Market onde se estuda muito o movimento da gestão dos supermercados brasileiros que significam o grande elo do sistema do agronegócio do Brasil. E eu estou com o Márcio Milan, que é vice-presidente de assuntos institucionais e administrativos e financeiro da ABRAS e perguntei a ele como está a situação dos supermercados brasileiros nesse momento econômico.

Ele me disse: “Ontem divulgamos o ranking da ABRAS e pudemos trazer uma inovação muito grande. Primeiro o crescimento do setor supermercadista, em todos os seus canais que saiu de R$ 695 bilhões para R$ 763 bilhões. Acho que isso mostra o quanto o setor é pujante e o quanto está crescendo e evoluindo. Nós trouxemos também e agregamos ao ranking da ABRAS os supermercados pequenos, as micro-empresas e quando somamos todo esse faturamento e todas essas empresas, o total alcançou R$ 1 trilhão, ou seja, então conseguimos trazer essa visão de todo o supermercado, independente da forma como ele está operando, independente do tamanho, da composição familiar, enfim, então acho que isso foi a grande evolução que houve do ano anterior para esse ano”.

Em seguida questionei sobre o RAMA, de rastreabilidade de alimentos, e dos programas antidesperdício e pelo lado social, o programa de doação de alimento e ele me respondeu:

“Esse assunto tem uma relevância e importância muito grande que é a questão do alimento seguro para o consumidor e essa é uma responsabilidade do supermercado, garantir o alimento seguro. E para garantir o alimento seguro é preciso olhar as origens, fazer a rastreabilidade, olhar quais foram os defensivos administrados no seu processo produtivo, se eles estão dentro dos limites permitidos pela legislação e o Programa RAMA monitora tudo isso. E uma vez por ano divulgamos as análises que foram feitas nos supermercados, que foram mais de 2 mil análises, é bastante representativo e tudo isso em parceria com a Anvisa, que é a Agência Nacional de Defesa Sanitária e que nos acompanha nesse trabalho. E verificamos que a cada ano o processo vem melhorando, as conformidades vêm aumentando, e naturalmente que é um desafio, principalmente em um país como o nosso, que é tropical, momentos de seca de um lado, chuva do outro, e essa dificuldade sempre procuramos usar a tecnologia para poder vencer essas questões”.

Sobre o desperdício, Márcio Milan acrescentou: “O Smart Market é um evento de alta performance, então dentro da performance do supermercado nós temos uma questão que são as perdas, o desperdício e nós procuramos trazer nesse evento não só os números de desperdício como também a parte social que o supermercado vem fazendo, porque grande parte do desperdício que ocorre hoje na cadeia produtiva são produtos que vencem na gôndola. Então o que fazer para evitar isso e o que fazer para que o consumidor entenda. Então um dos trabalhos que se mostrou bastante eficiente foi exatamente os produtos que estão próximos ao vencimento e que o consumidor hoje entende, a uma rebaixa de preço, então o produto não é desperdiçado, mas mesmo assim o desperdício na cadeia ainda é muito grande. Quando olhamos tudo aquilo que o supermercado compra e tudo que o supermercado vende, e é eficiente comparado com as outras cadeias, mas a ineficiência ainda é grande porque dentro dessas perdas tem a quebra, que nós chamamos de operacional, tem os furtos e tem os erros nossos. Isso chega a quase R$ 14 milhões”.

Sobre o programa de doação, Márcio Milan completou: “Nós temos um programa de doação e no ano passado nós doamos 118 mil toneladas de alimentos, que os supermercados fazem para atender as populações mais carentes nesses momentos de muitas vezes de fenômenos que acabam acontecendo e isso representou R$ 3,8 bilhões”.

É uma bela ação e ficamos aqui com essa visão, ou seja, o movimento econômico-financeiro do setor chegando a R$ 1 trilhão, em crescimento e evolução.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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