CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - US$ 1 bilhão com juros de 6,5% ao ano decola o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas

Publicado em 30/08/2024

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Carlos Augustin e sua equipe correram o mundo na busca de recursos financeiros para dar início ao PNCPD – Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Cultivos Sustentáveis.

Carlos Augustin e sua equipe correram o mundo na busca de recursos financeiros para dar início ao PNCPD – Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Cultivos Sustentáveis. Serão 40 milhões de hectares, hoje com baixíssima produtividade e contribuindo para emissão de carbono na atmosfera. Se trata de uma área única no planeta, com terras agricultáveis onde iremos plantar árvores, realizar segurança alimentar, energética, social e ambiental.

Conversei com Carlos Augustin, o Teti, assessor especial do ministro da Agricultura, que me dizia entusiasmado: “já conseguimos o dinheiro para começar e agora vamos preparar um edital para o leilão que tenha todos os fundamentos exigidos para o monitoramento da aplicação do recurso dentro das áreas de pastagens degradadas”.

Poderemos desenvolver plantios integrando florestas com grãos e pecuária. Significará um potencial para dobrar o agro brasileiro de tamanho. Um plano de metas com ênfase, por exemplo, nos biocombustíveis de grãos, de macaúba, da palma. Substituição de importações de cacau, borracha, trigo, cevada. Impulso na área da celulose, e da proteína animal, com aquicultura também. Esse Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas irá estimular o setor industrial brasileiro tanto no desenvolvimento de insumos, como máquinas e sistemas de gestão; quanto na agregação de valor com a agroindustrialização.

Estimulará estruturas de logística, o comércio e os serviços onde bancos, cooperativas de crédito, consultorias e empregos receberão fortes impulsos bem como todas as estruturas urbanas no seu entorno.

O impacto positivo no PIB brasileiro vai ocorrer, onde temos a condição de realizar em 10/12 anos o que levaríamos três ou quatro décadas para realizar.

O mercado de carbono terá um ótimo ativo para se servir, onde ao realizarmos essas conversões estaremos fazendo o que precisa ser feito nas questões as mudanças climáticas da mesma forma.

E para a imagem brasileira? Fundamental e essencial. Dobrar a segurança alimentar, energética, social e ambiental sem tirar uma só árvore sequer. Ao contrário com sustentabilidade e modelos agrossilvipastoris.

Brasil, de fato, uma revolução criativa tropical. Que os editais façam jus ao valor exponencial deste plano.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Nesta semana o Brasil irá apresentar para o mundo o plano de inclusão de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas para uma economia agroconsciente. Isso significará dobrar em 10 anos a área agricultável sustentável brasileira dentro de modelos agroflorestais, integração lavoura, pecuária e florestas, diversificação de culturas com alimentos e bioenergia. Dentro desses 40 milhões de há, 12 milhões serão para restauração de florestas.
Conversando com especialistas, doutores, ógãos científicos como Fundação MT, CCAS - Conselho Científico do Agro Sustentável, entre outros, ouvi deles que a ampliação da janela de plantio da soja que ia até 31 de dezembro, expandida até meados de fevereiro, coloca em risco um fundamento sagrado da agronomia. É um crime agronômico plantar a mesma cultura no mesmo local em sequência.
Cerca de 20% da ureia consumida no Brasil, que importa 85% dos seus fertilizantes, traz custos extraordinários para o agro brasileiro. Também o custo da logística cresce com o preço do petróleo podendo atingir 100 dólares o barril. Neste cenário mais do que nunca precisamos de um planejamento estratégico brasileiro onde deveríamos parar de perder tempo discutindo vantagens deste ou daquele nas próximas eleições e termos de fato um plano de estado.
A ideia de taxar a cesta básica de alimentos com 25% de imposto e depois aplicar o cashback para a população de baixa renda é muito estranha. Supermercados não gostam nada disso, com certeza não será bom para o consumidor, para o país e para o agronegócio.
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