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DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Fertilizantes em momento geopolítico tem reunião em Miami

Publicado em 26/01/2026

Divulgação
José Carlos Polidoro, secretário executivo do MAPA

Um evento com cerca de mil participantes, 400 empresas e 56 países, tem início nesta segunda-feira (26) indo até quarta-feira (28), em Miami nos Estados Unidos.

O tema fertilizantes é de vital e estratégica importância para o agro nacional pela nossa dependência de cerca de 85% de importações. E isto em meio a uma guerra comercial e geopolítica exige atenção e foco total nesta questão, pois nosso agronegócio começa na chegada pelo transporte marítimo nos nossos portos, aliás falando de portos, hoje, 26 janeiro, Santos celebra 480 anos, o principal Porto do agro brasileiro e da América Latina.

China, Rússia, Canadá, Marrocos, Estados Unidos, Oriente Médio são os principais fornecedores. E neste ano vimos uma diminuição na aquisição dos fertilizantes por aspectos financeiros dos produtores rurais e preço do insumo.

Os principais temas do Fertilizar latino-americano estarão, por exemplo, as conclusões da COP30 e o setor de fertilizantes. O papel da América Latina em inovações e descarbonização. O enfrentamento das mudanças climáticas e os fertilizantes verdes. Amônia verde na América Latina e como desbloquear os aspectos regulatórios. O painel dos fertilizantes especiais será de grande atração e atenção, pois os movimentos já são reais e grandes no desenvolvimento dos biofertilizantes, com bioplantas sendo desenvolvidas no aproveitamento dos dejetos animais e pessoas jurídicas sendo criadas, por exemplo, entre cooperativas e indústrias de engenharia e instalações, como na experiência bem sucedida da Cooperativa Primato, em Toledo, Paraná com a Tupy MWM.

José Carlos Polidoro, secretário executivo do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil participará do painel sobre o plano nacional de fertilizantes brasileiro, como estamos perante a meta de diminuição da dependência brasileira para menos de 50% das importações. Qual o papel da Petrobras na retomada da produção brasileira de fertilizantes?

Neste painel, ao lado de Carlos Polidoro, estarão Renato Benatti, CEO da Hinove e Thaís Sousa, gerente de desenvolvimento em mineração e agricultura da Argus.

Diversos especialistas brasileiros estarão em painéis como Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic, Marcelo Altieri, presidente da Yara, Anderson Galvão, analista da Celeres, Gustavo Branco da Abisolo, Igor Figueiredo, diretor da Rumo Logística, Priscila Rochetto, diretora de marketing da OCP Brasil, João Brás, diretor do Porto de Açú, Matt Simpson, diretor da Brazil Potach.

E uma grande equipe da Argus, uma consultoria especializada na inteligência do setor de fertilizantes ao lado da CRU, organização especializada em database internacional do setor também. Uma sessão voltada a mulheres no setor de fertilizantes também irá acontecer.

Portanto, em meio as guerras tarifárias e geopolíticas, nada melhor do que tratar de um tema vital para o agro brasileiro ali do ladinho da casa de Donald Trump na sua mansão Mar-a-Lago, Flórida, a apenas 123 km de distância.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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No estudo das grandes crises mundiais podemos observar que uma desgraça nunca vem só. Sempre atraem outras em paralelo. Então crise sanitária mundial, crise hídrica, crise climática, crise alimentar, crise econômica e crise de gestão, liderança, ausência de um planejamento estratégico competente para enfrentar esse caos.
Entrevistei três especialistas do setor de fertilizantes sobre os caminhos para enfrentar a crise. São eles: Valter Casarin, coordenador científico do Programa NPV, nutrientes para a vida, da Anda, Associação Nacional da Difusão do Adubo. Heitor Cantarela, pesquisador do IAC - Instituto Agronômico de Campinas e Carlos Heredia, economista consultor de suprimentos e fertilizantes, todos vinculadas a Anda, a entidade que congrega as indústrias do ramo dos fertilizantes no país.
Não é o Brasil que não cresce. É a inexistência de um planejamento estratégico que não o deixa crescer. O 5º maior país do mundo (porém o maior em km quadrado útil). A 7ª maior população do planeta. A 4ª maior agricultura terrestre (porém a única com condições de dobrar de tamanho com total sustentabilidade). O maior exportador de alimentos industrializados em volume do planeta (mas o 5º em valor agregado), a maior competência do sistema total do agronegócio global no cinturão tropical da terra, mais de 1 milhão de famílias agrícolas cooperativadas, enfim eis aí alguns dados apenas mais voltados ao eixo econômico desse gigante Brasil relacionado aos atuais 30% do seu PIB.
Este é o salto para o futuro objetivando dobrar o agro nacional de tamanho no seu valor tangível nos próximos 10 anos. Diferencial com agregação de valor onde o patrimônio ambiental será decodificado em cada alimento, energia, fibras, essências, etc, em uma jornada muito além do “celeiro do mundo” e virando “Brasil supermercados e deliveries do mundo”.
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