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DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - O futuro do agro depende do que o cidadão do mundo pensa de quem produz o agro

Publicado em 13/04/2026

Divulgação
O futuro do agro depende do que o cidadão do mundo pensa de quem produz o agro?

Só podemos saber isso, de fato, com a estrutura de uma pesquisa junto a diversas nações do mundo. E a partir dessa investigação, comparar com a própria percepção existente dentro da sociedade brasileira. E a partir de um estudo estruturado desses poderemos alinhar a condução dos negócios originados nos alimentos, energia, fibras, meio ambiente, a natureza brasileira.

O termo “commodities” surge no século XV e significa “mercadoria, matérias primas que não se diferenciam independentemente de quem as produziu ou de sua origem sendo seu preço uniformemente determinado pela oferta e procura internacional”.

Daqui pra frente iremos assistir uma “descommoditizacao”, pois o futuro dos negócios envolvendo ciência, tecnologia, gestão dos campos, águas, mares, ou seja, de tudo que é originado da natureza, das práticas regenerativas, passará a ter denominação de origem, indicação geográfica, responsabilidade social, meio ambiente, saúde que nasce na originação agropecuária. Saúde vem da originação, antes da industrialização, do comércio, dos serviços e das marcas nas embalagens dos alimentos. Quer dizer não teremos mais simplesmente “commodities” e, sim, marcas de terroir e quem as fez. Agricultura decide a ponta do consumo final.

Estes diferenciais de origem já existem e irão se multiplicar a partir das percepções de consumidores mundiais das culturas e das artes de regiões do mundo.

O algodão do Egito continua líder na percepção de valor dessa fibra, apesar da nossa brasileira ter qualidade e diferenciais especiais. O café da Colômbia conseguiu uma marca mundial de qualidade, os lácteos da Nova Zelândia, as flores da Holanda, as frutas do Chile, as maçãs de Seattle, vinhos e turismo da Toscana, sidras das Astúrias etc, etc…

Por isso o futuro do agronegócio, além das relevantes e únicas práticas tropicais brasileiras que nos diferencia de todas as produções do clima temperado e semi temperado, vai exigir estudos de percepção, como somos percebidos e o que precisamos comunicar persuasivamente para deixarmos de ser apenas “mais um produtor de commodity”. Agro se transforma em “branding”.

Essa pesquisa será apresentada em meados de maio, e estamos com muita expectativa para saber o que o mundo pensa quando ouve o nome “Brasil”?

Voltaremos ao tema após os resultados da pesquisa.

Você arrisca sua opinião? O que o cidadão do mundo pensa ao ouvir Brasil?

Saberemos em meados de maio. Por enquanto vá pensando, estou muitíssimo curioso.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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