CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

AGROCONSCIENTE - Agroexportador brasileiro, o “incômodo” de Trump

Publicado em 22/07/2026

Divulgação
Brasil é o agroexportador campeão do mundo

Quem diria que um país com apenas cerca de 8% do PIB dos Estados Unidos, o nosso Brasil, se transformaria em apenas 50 anos, hoje, no segundo maior agroexportador do mundo e com grandes chances de obtermos a taça do mundo, campeões agroexportadores neste ano de 2026.

E para um presidente dos Estados Unidos como Trump, apaixonado por ser o exemplo da supremacia em tudo, com certeza este fato o deve estar incomodando profundamente, o que daria para explicar muito melhor a perseguição ao Brasil com os tarifaços, do que qualquer outra explicação, afinal continuamos comprando mais do que vendemos aos Estados Unidos e, fundamentalmente, tudo o que vendemos gera extraordinária agregação de valor no sistema empresarial norte-americano, não apenas nos itens como café, mas em todos os demais dos setores de componentes da indústria, das máquinas, da construção, etc. O Brasil fornece matérias primas, componentes que geram extraordinária agregação de valor lá, inclusive com impactos positivos nos custos e preços aos consumidores USA, além de competitividade nas suas exportações para enfrentar cada vez mais desafiantes europeus e asiáticos. 

Num ótimo artigo do jornal “Valor” (22/7 – Hegemonia agrícola dos EUA em xeque) há o registro da informação do USDA, departamento de agricultura dos Estados Unidos que apenas US$ 2 bilhões separam agora o total das agroexportações norte-americanas das brasileiras. E ao olhar as tendências, o Brasil segue crescendo e os Estados Unidos em queda.

Portanto, podemos acrescentar ser o Brasil um fato inusitado no mundo, o de um país em desenvolvimento, na faixa tropical do planeta, fora das tradicionais agriculturas de clima temperado que trouxeram o mundo até agora, chegando com a perspectiva em 2026 de virar o campeão mundial agroexportador. Não fomos nada bem no campo do futebol, mas parece que no agro com todos os nossos problemas revelamos um espetacular poder de resiliência e de superação.

Importante também acrescentar a este espetacular “incômodo” o fato de que o Brasil passou a significar segurança alimentar e energética para o mundo sendo hoje o maior fornecedor de alimentos do maior concorrente estratégico norte-americano, a China e, olha só, somos também o maior fornecedor de alimentos do inimigo Irã com quem Trump hoje está formalmente envolvido numa guerra militar.

Temos severos e gigantescos desafios de ordem interna o que nos obriga a “termos juízo” expressão que sempre utilizo e que ouvi da senadora Tereza Cristina quando ministra cuidando de aberturas de mercados no mundo. Planejamento estratégico de cadeia produtiva, do A do abacate ao Z do zebu, com ações do antes das porteiras, fertilizantes, irrigação, insumos, genética, mecanização, sinais de satélite e competência digital e IA. Ações no pós-porteira das fazendas com armazenagem, logística, biocombustíveis na mobilidade total do agro, agroindustrialização, marcas e marketing no mundo, com terroirs brasileiros ao lado da natureza brasileira mostrados no planeta inteiro.

E dentro da porteira seguro rural, proteção aos agricultores, cooperativismo e fortalecimento do melhor consciente dos sindicatos rurais, e das entidades representativas de produtoras e produtores num diálogo inteligente com o que os antecede de quem compram e com aqueles para quem vendem.

A mulher na liderança do agro mundial é outro fator exponencial e veremos o início deste grandioso tema no WAWL (World Agribusiness Women Leadership) no Gaffff, em São Paulo, dia 2/10. Precisamos de diálogo muito mais do que ímpetos e explosões tarifaceiros e polarizações ideológicas que já foram encerradas há muitos anos na história da humanidade moderna.

O incômodo lembra o imperador Commodus, de Roma, com certeza o pior e o mais incompetente e egomaníaco de todos. Mas foco no nosso país e no mundo com a missão da paz como Roberto Rodrigues sempre fala. E os incomodados que se retirem.

Parabéns agro nacional chegando na taça agroexportadora mundial.

José Luiz Tejon para o Agroconsciente

Também pode interessar

Estou ao lado de Roberto Rodrigues, grande líder do agronegócio, com uma série de postos ocupados no mundo, e hoje é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e recentemente foi convocado pela COP-30 para ser o organizador, o sponsor, uma coordenação da voz do agronegócio para a COP-30.
“A democracia é o melhor sistema de governo, mas tem uma regra mundial: quem estiver organizado faz, quem não estiver recebe mal feito", me disse Alysson Paolinelli que agora nos inspira de pontos evoluídos do universo!
Bonjour! Feliz Carnaval Brasil! Direto da França podemos também comemorar a medalha brasileira na Itália, além de começar hoje os seminários sobre o agrotropical brasileiro na França, o único MBA com dupla diplomação em agribusiness França e Brasil.
Eu estou aqui na Agrishow, ao lado do Francisco Maturro, o Chiquinho, que é o presidente dessa feira, uma das maiores do mundo hoje (dia 3), e ele vai nos contar o que está acontecendo e as perspectivas de fechamento dos negócios.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite