CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Ministro do Meio Ambiente fala de oportunidades gigantescas de produzir biometano no Brasil

Publicado em 29/04/2022

Fotógrafo Renato Alves
Tejon entrevista o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

Eu estou aqui, com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, diretamente da Agrishow, em Ribeirão Preto, para o Jornal Eldorado, Estadão, e perguntei a ele sobre sua visão de metano, biogás, e o ministro me disse o seguinte:

“O Brasil tem uma oportunidade gigantesca de produzir biogás, biometano. São volumes equivalentes a quatro vezes o Gasoduto Brasil-Bolívia. Nós temos uma oportunidade de reduzir em mais de 30% o metano emitido pelo país, tratando resíduo orgânico”.

Também perguntei se o Brasil ia para frente nesse quesito e ele respondeu: “com certeza. O Governo Federal lançou e fomos o primeiro país a se movimentar e lançar um programa chamado Metano Zero, só olhando para resíduos orgânicos, lixo orgânico, nós trouxemos incentivos com financiamentos específicos e isentou os impostos PIS/Cofins na compra de máquinas e equipamentos para montagem das usinas e criou o programa Metano. O Brasil tem muito a ganhar com isso se o produtor, com certeza, conseguirá produzir energia, bioenergia, biofertilizante, e biometano, reduzindo o custo de produção no caso do combustível, se você substituir o seu veículo por biometano, você pode reduzir 60% do custo de combustível”.

E sobre a Agrishow e o agronegócio eu pedi uma palavra do ministro que me disse: “Excepcional, muita tecnologia, muita sustentabilidade e produzindo mais com menos, sempre. Parabéns aqui por todos da Agrishow”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

O encontro de Trump com Lula revelou que a maior economia planetária, os Estados Unidos, com um PIB na casa de US$ 30 trilhões é totalmente movimentada por multinacionais que dependem de mercados multilaterais, tanto para suas cadeias de suprimentos, como fica evidente em produtos como café, citros, açúcar, cacau, e também nos produtos além dos tropicais, nas carnes, proteínas animais, ovos, frutas, couro, feijão, arroz, etc. do A do abacate ao Z do zebu, não apenas para abastecer seu mercado interno, onde os tarifaços demonstraram crescimento de preços ao consumidor americano, porém para suas cadeias de suprimentos onde a indústria americana, o comércio e os serviços agregam valor para vender para os mercados mundiais.
Eu falo do Mato Grosso, de Lucas do Rio Verde, em um evento grandioso acontecendo aqui, Show Safra, onde tem tecnologia, ciência, e os agricultores estão muito otimistas com a produtividade esperada dos grãos, fundamentalmente, a soja e o milho, e o tema pecuária, bovinocultura, carne bovina e a expectativa é positiva.
Inteligência, boa vontade e trabalho é o grande sentido que o agronegócio brasileiro, o Agroconsciente precisa. Eu conversei com Claudia Calais, diretora executiva da Fundação Bunge, que atua há 65 anos realizando trabalho evolutivos e esse trabalho que agora registramos na região de Canarana, no Mato Grosso, na terra Xavante, ali em uma área de povos indígenas onde a Claudia me disse que o grande objetivo e o grande aprendizado no trabalho , em um reflorestamento que está sendo realizado é uma integração de um trabalho entre os povos indígenas com a agricultura familiar e a grande agricultura empresarial.
Dois grandes líderes, Maurilio Biagi e Roberto Rodrigues, nos inspiram nesta hora. Conversei com Maurílio Biagi Filho, do Grupo Biagi, um líder avançado e moderno do agronegócio consciente, membro do Cosag, para saber o que estava acontecendo na região de Ribeirão Preto semana passada.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite