AGROCONSCIENTE - Desigualdade agrotecnológica sustentável, um desafio vital e estratégico.
Publicado em 29/06/2026
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No livro Marketing & Agronegócio há as 12 segmentações de produtores rurais no Brasil
Não temos apenas um agronegócio. Sim, são centenas desde o A do abacate ao Z do zebu. Porém estamos agora frente a um gigantesco desafio estratégico: diferentes níveis de produtores na inclusão tecnológica e nas exigências da sustentabilidade.
Quando um mercado consumidor passa a exigir determinado procedimento, como no exemplo deste momento, com a Europa e os antimicrobianos, encontraremos produção agropecuária no país que se fôssemos realizar uma copa do mundo de qualidade de originação sustentável, moderna e oferecendo mais saúde embarcada em cada quilo de carne, encontraríamos produtores brasileiros como campeões mundiais. Porém ainda temos, por outro lado, parte da produção que não está incluída na modernidade tecnológica e nas práticas “conservacionistas” de uma originação a prova de qualquer exigência.
No nosso livro Marketing & Agronegócio, em coautoria com Coriolano Xavier, visualizávamos 12 segmentações de produtores rurais no Brasil.
Algumas delas aqui:
- Super produtores de alta tecnologia, com agricultura de precisão.
- Super produtores em ascensão tecnológica, no caminho dos primeiros.
- Uma terceira camada de produtores ainda grandes e médios mas com tecnologias commodities, com performance intermediária de produtividade e média sustentabilidade.
- Uma segmentação de grandes, médios e pequenos mas integrados a corporações e marcas empresariais, seguindo procedimentos determinados nos acordos das suas relações com as empresas pós-porteira das fazendas, as agroindústrias e supermercados.
- A agricultura familiar em cooperativas, seguindo as orientações técnicas e de desenvolvimento de práticas modernas e sustentáveis.
Porém dentre os cerca de 5 milhões e 500 mil de propriedades agrícolas, vamos relembrar uma expressão do saudoso Alysson Paolinelli que disse: “temos ainda no Brasil cerca de 4 milhões de agricultores famintos”. Ele queria dizer que temos desigualdades de inclusão na modernidade científica e tecnológica, e uma não inclusão ainda no complexo exigente do novo agronegócio onde a originação irá determinar ter ou não acesso aos mercados por exigência de consumidores finais ou por barreiras, gostemos ou não delas.
Desta forma fica aqui o desafio, como iremos segmentar e tratar num país gigantesco como o Brasil, da uniformidade da qualidade da produção de alimentos dentro dos avanços científicos, tecnológicos, sustentáveis e sociais e cada vez mais com um mercado consumidor pedindo “natural”, natureza, famílias agrícolas e árvores num composto ético e estético, onde alimento vira sinônimo de saúde.
Não temos um só agro, e em cada cadeia produtiva temos setores avançados impecáveis, outros intermediários e outros ainda fora das inclusões que cada vez mais o mundo irá exigir de quem faz originações, como o Brasil.
A desigualdade na inclusão científica, tecnológica e sustentável do agro brasileiro exige atenção total doravante. Como fica a Marca Brasil?
José Luiz Tejon para o Agroconsciente