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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - A novela Terra e Paixão promoverá o cooperativismo conectando a personagem central Aline com a CoopAtiva

Publicado em 10/05/2023

Divulgação
Nova novela das 21 horas da Globo: Terra e Paixão

A nova novela das 21h da Globo, Terra e Paixão, não é carioca, paulistana, ou de nenhuma grande capital urbana do país. Está ambientada em “Nova Primavera”, (cenas gravadas em Dourados, Deodápolis e estúdios), no Mato Grosso do Sul. Muito além de agronegócio, uma legítima “agrossociedade”.

Walcyr Carrasco, o autor, afirma não se tratar de uma novela de “agronegócio” e, sim, dos dramas humanos entre as pessoas. A heroína da novela, Aline, atriz Bárbara Reis, irá se tornar uma grande produtora rural a partir de uma cooperativa da região, a CoopAtiva, gerenciada pela personagem Lucinda, atriz Débora Falabella. E, sem dúvida, a paisagem dos grãos, máquinas agrícolas, reservas florestais, aldeia indígena, tudo isso com uma agrossociedade urbana da cidade de “Nova Primavera” com suas boutiques, comércio, serviços, revendas de automóveis, academias, bares e restaurantes, trarão à audiência das grandes capitais vários meses de uma ambientação do interior do país, em estados que cresceram nos últimos 40 anos, sem dúvida, a partir da ciência, tecnologia, em grande parte desenvolvida pela Embrapa para as condições tropicais e do cerrado brasileiro, ao lado de agricultores que saíram de diversos outros biomas, minifundiários em grande maioria e foram desbravar o Brasil central enfrentando gigantescas dificuldades naquele pioneirismo.

Mas ali na agrossociedade de “Nova Primavera”, no Mato Grosso do Sul, os personagens centrais Antônio (Tony Ramos), seu irmão Ademir (Charles Fricks); Irene (Gloria Pires), Caio (Cauã Reymond), Cândida (Susana Vieira), com os demais irão muito mais do que agronegócio ou agrossociedade tratar dos dramas, tragédias, farsas, comédias da dramaturgia, onde sem dúvida “o teatro imita a vida”. E como o criador do teatro realista Constantin Stanislavsky ensinava, a construção de personagens exige criar legítimas emoções dentro de cada ator. Logo também dentro de cada espectador, ou telespectador como na telenovela. Paixões explodirão.

Portanto, a nova novela Terra e Paixão vai mostrar drones e cenas de dias de campo, digitalização, telecomunicação, agropecuária regenerativa, treinamento e educação tecnológica e de gestão da agropecuária transformando a heroína numa grande produtora rural. Mas a novela será sempre uma novela, onde suas paixões atuarão nos conflitos do mal com o bem, e os conflitos humanos acentuados fazem parte da arte dramática. Por isso ela chama “arte dramática”. Ambientada numa sociedade agro, (agrossociedade), “Nova Primavera, MS (cidade criada para a novela) desta vez, sem Copacabana, Leblon, Av. Paulista ou parque Ibirapuera, e nossas comunidades das megalópoles tradicionais. Porém não estabelece nenhum julgamento a respeito do conceito do sistema de agronegócio ou de seus agentes no antes, dentro ou pós-porteira das fazendas.

Vale muito positivamente aqui, sim, nesta novela a promoção do cooperativismo, com cenas gravadas na COAMO do MS, e que isso inspire toda população brasileira a perseguir o grande objetivo de Márcio Lopes da OCB: 30 milhões de cooperados no país com movimento econômico financeiro anual de R$ 1 trilhão. Até 2027. Prosperidade de verdade.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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